Resenha | Edgar Allan Poe: Medo Clássico

A edição de Medo Clássico, com contos de Edgar Allan Poe, é muito mais que uma capa dura muito bonita e bem trabalhada, com uma diagramação muito bem feita e revisão impecável.

Dividida em seis partes — Espectro da Morte, Narradores Homicidas, Detetive Dupin, Mulheres Etéreas, Ímpeto Aventureiro e O Corvo —, ela se inicia com duas introduções: uma feita pela própria DarkSide e outra escrita por Charles Baudelaire, ambas completas em referências à vida e obra de Poe, sendo o início perfeito para o que encontramos a seguir.

Muitas vezes trabalhado em tons sobrenaturais, ainda que sempre com os pés no chão, os contos de Poe despertam os sentimentos dos leitores de forma que acompanhar a narrativa é de fato tão assustador quanto se pretende ser. Há um tom por trás da maioria dos contos (em especial em O gato preto e O barril de amontillado) que explora o pior do ser humano, e deixa uma sensação um tanto desoladora ao final.

Os três contos do detetive Dupin, ainda que bastante longos, são um prato feito para quem, como eu, gosta de Sherlock Holmes. Dupin resolve crimes a partir de um encadeamento de pensamentos que são absurdamente lógicos, mas pautado em detalhes que nem eu, e provavelmente nem você, notaríamos.

Seu humor e processo de dedução é igualmente similar, uma inspiração para que Holmes fosse criado que Baudelaire cita em sua introdução e que se mostra bastante verdadeira, mas que de forma alguma minimiza qualquer um dos dois.

Os três contos que retratam mulheres, todos expostos em Mulheres Etéreas, misturam uma escrita quase delicada em uma narrativa extremamente melancólica. E faz isso trazendo elementos impossíveis, expondo, nos três casos, o pior da doença e morte. Amor e perda se encontram em um cenário desolador e muito bem construído.

O livro se encerra com seu trabalho mais conhecido. O Corvo aparece em destaque com introdução escrita pelo próprio Poe, explicando o processo de construção do poema desde a escolha da palavra “nevermore” até como ela se encaixaria em toda a narrativa, inclusive desenvolvendo como essa narrativa foi decidida.

Edgar Allan Poe: Medo Clássico se encerra com o poema original, seguido da tradução de Machado de Assis e Fernando Pessoa. Sem dúvida, um final exemplar para um livro que merece ser lido.

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