#Writertoberbr | Dia 17: Um mundo de indecisos e inseguros

Acordou com o despertador e, pela primeira vez em semanas, acordou bem. O coração não pesava, a respiração estava constante e um sorriso leve se estampou no rosto.

O pensamento não esmagou seu cérebro com informações contraditórias; era o fim de uma época na qual os dias só passavam e os sentimentos precisavam de 24h para se ajeitar. Não precisava mais de significados ou esperanças. Estava livre.

Teve medo, por um instante, de ser temporário. Ainda estava aprendendo que felicidade, quando vem, não é para ser medida, temida ou analisada. Ainda estava aprendendo muitas coisas. Outras, cabe admitir, queria continuar não sabendo.

Não gostava da ideia de medir as palavras, ações ou importâncias. Não tinha sequer talento para fazer qualquer uma dessas coisas. E começava a aceitar (imagine, aceitar!) que tudo bem, ela não precisava mudar.

Sua força não estava em fingir não se importar nem em jogos de gato e rato, mas nas decisões, na certeza e na habilidade de fazer a roda girar. E isso, meus amigos, em um mundo de indecisos e inseguros, sempre foi talento para poucos.


Este texto foi escrito a convite da Editora Rocco para o projeto Writertoberbr,
que incentiva a escrita de até uma página por dia durante o mês de outubro.
Leia todos os textos para a ação neste link.

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