5 casos de assédio e abuso sexual no new adult

Era uma vez uma menina que acreditava em contos de fada e princesas e príncipes, assim como basicamente todas as outras meninas de sua idade. Seu background estava, é claro, nas princesas Disney. Aos 12 anos mais ou menos, ela resolveu assistir novamente alguns clássicos.

Odiou Cinderela (até hoje um dos piores filmes que ela já viu) e Branca de Neve foi bonitinho, mas meia boca. Nessa nova fase, fora da infância e entrando na adolescência, a tal menina notou que gostava mais de Mulan e Pocahontas – só o primeiro, ok? – do que dos outros.

Por quê? Ora, ela se identificava mais com essas mulheres do que com as que passavam os dias lavando roupa para agradar seus homens. Mas ei, esse não é o papel da mulher? A menina demorou um pouco para perceber que não e, mesmo se fosse, ela jamais se encaixaria (e, sendo honesta, nem queria se encaixar) com perfeição nesse papel.

E que o conto de fadas termine aqui porque, obviamente, a menina sou eu. Acontece que, de uns tempos pra cá, fui percebendo um movimento feminista que cada vez mais explicava meus pensamentos e sentimentos, foram justificativas que me fizeram pensar a respeito da sociedade e no meu “papel” nela.

Um movimento necessário, sobre o qual não vim falar agora. Quero me focar em duas questões na literatura new adult. Junto à equipe Versi, fizemos uma lista de 5 casos de assédio e abuso sexual no new adult, provavelmente na esperança de que mais pessoas leiam tais livros e entendam consequências de tais atos.

Talvez vá ainda mais longe. Talvez a lista não seja exatamente sobre os eventos ridículos, degradantes e que dão novo, mas sobre as mulheres que não foram princesas em perigo. Foram mulheres, reais, que precisaram unir suas forças para recomeçar.

Um Caso Perdido, de Colleen Hoover
por R$39,00 || resenha do livro
Difícil explicar este livro sem dar spoilers. A vida de Sky foi completamente transformada pelas coisas que ela passou e, acredito, Um Caso Perdido (Hopeless) é excelente em todos os níveis: seja para explicar o que aconteceu, como aconteceu, suas consequências e, claro, até mesmo as ações que tais consequências geraram. Uma das falas que mais marcou para mim é:

“Quero que lembre quem você é, apesar de todas as coisas ruins que estão acontecendo com você. Porque essas coisas ruins não são você. São apenas coisas que aconteceram com você. Precisa aceitar que quem é e o que acontece com você são duas coisas diferentes.”

Easy, de Tammara Webber
por R$35,00 || resenha do livro
Easy começa com uma cena, no mínimo, complicada. Sempre achei que a autora poderia ter explorado mais a cena e, sim, ela aproveitou para colocar Jacqueline como sendo salva por um homem, nem por isso é menos relevante ou preocupante.

A Morte de Sarai, de J.A. Redmerski
por R$29,90 || resenha do livro
Disse uma vez e repito: livro maravilhoso, mas que necessita de certa idade (talvez a partir de 18?) para entendê-lo em sua escrita. Sarai é uma menina mulher forte, que passou por muita coisa – muita mesmo – e é levada a recomeçar de uma forma totalmente inusitada. Não quero dizer que é realista, porque não tem muito da minha realidade, mas não tenho dúvida de que retrata uma realidade que é melhor que nem conheçamos no dia a dia.

Belle, de Lesley Pearse
por R$44,90
Belle envolve a história da filha da dona de um Cabaré no século XIX que é sequestrada. Para poder voltar pra casa, precisa conviver com o abuso sexual e se utilizar da prostituição para conseguir uma chance. Uma historia envolvente e triste ao mesmo tempo.

Cartas de Amor aos Mortos, de Ava Dellaira
por R$29,90 || resenha do livro
A melhor forma de descrever esse livro está nesta parte da resenha: “Entretanto, por que julgaríamos? Pode não ser a minha realidade, mas é a de tantas outras pessoas. Acima disso, Laurel é absolutamente humana. Ela comete erros, passa um bom tempo se culpando e tentando esquecer de um passado que não vai deixá-la em paz.”

[EXTRA] Fale!, de Laurie Halse Anderson
por R$34,90 || resenha do livro
Fale! é sobre silêncio e a quebra dele. É sobre lidar com problemas seríssimos e sentir vergonha, culpa, medo, e ter coragem para quebrar esse ciclo e começar o processo de cura interno. É um livro lindo, sério, um tanto triste, mas que merece ser lido.

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