A irresponsabilidade de dar título à coisa nenhuma

Da capacidade de não criar agora
O pseudo-poema gargalha de mim
Eu que tola forço uma palavra nascer
Como quem força um vômito
E não comeu nada

Penso na palavra
A mente me dá o não
E o nada
Insisto na palavra
A mente retruca em voz alta:
NÃO!
– protesta, a monossílaba –
Exige seu direito de nesse instante
Permanecer calada


por Bianca Garcia
Diretora editorial da Macabéa Edições, estudante de letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e escritora nas horas em que a palavra permite transcender as linhas do papel. Acredita que o útero é o punho erguido das mulheres na escrita.

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook