Bienal do Livro | Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Por Beatriz Ramos
exclusivamente para Projeto Beletristas

Hoje começa a XVI Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A feira que acontece em períodos intercalados com a de São Paulo (as duas maiores do Brasil), promete inovar e desenvolver encontros capazes de conquistar mais leitores no país.

Além de ser um super evento para mostrar as novidades literárias e abrir espaço para autores e editoras, a Bienal sempre conta com um homenageado. E dessa vez o país escolhido foi a Alemanha. Com uma literatura que ainda não é tão amplamente conhecida por nós, brasileiros, a Alemanha aterrissa em solo carioca para mostrar que seus autores são de peso e tem um papel importante no ramo literário mundial.

E se engana quem pensa que só serão os autores, os homenageados. A Bienal apresenta o projeto “Brasil + Alemanha 2013-2014” que está em vigor desde maio desse ano e visa unir as duas nações para que sejam capazes de trocarem experiências, cultura e muito conhecimento.

Mas não acaba por aqui! Além de trazer autores do país homenageado, nossa literatura e cultura também será representada na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Abaixo você confere um pouco sobre os autores alemães que estarão presentes em diversos eventos da Feira.

Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Ilija Trojanow: Nascido em Sofia, na Bulgária, em 1965, mudou-se para a Alemanha ao buscar asilo político. Seu primeiro romance, Die Welt ist groß und Rettung lauert überall, retrata o drama pessoal da própria família até chegar na Alemanha. Escreveu O Colecionador de Mundos, que além de best-seller na Europa, ganhou o prêmio da Feira do Livro de Leipzig, em 2006. Este foi lançado no Brasil pela Companhia das Letras.

Wladimir Kaminer: Nascido em Moscou em 1967, estudou engenharia de som para teatro, rádio e televisão além de dramaturgia. Mora em Berlim desde 1990, escrevendo textos para jornais e revistas, fora romances e contos. Escreveu Balada Russa, publicado no Brasil pela editora Globo.

Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Bas Böttcher: Nasceu em 1974 em Bremen, Alemanha, representa a linguagem poética Spoken Word, que mistura som, poesia e ritmo utilizando a “palavra falada”. Outros muitos trabalhos surgiram de tal influência, geralmente apresentados em palcos, fazendo uso da linguagem audiovisual. Criou o “textbox”, uma caixa de vidro que envolve o poeta e quem o ouve via um fone de ouvido, que tem ganhado espaço mundial.

Carmen Stephan: Nasceu em Munique, Baviera, em 1974. Trabalha como jornalista para o Süddeutsche Zeitung, um dos mais importantes jornais do país. Já esteve no Rio de Janeiro para pesquisar e escrever sobre o trabalho de Oscar Niemeyer. Suas obras, inclusive, se passam no Brasil.

Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Kathrin Passig Nascida em Deggendorf, em 1970, é autora e jornalista freelancer. Com isso, é possível encontrar seu trabalho em vários jornais, dentre eles: Berliner Zeitung, die taz, GEO, c’t Merkur, Spiegel Online, Süddeutsche Zeitun. Recebeu, em 2006, o prêmio Ingeborg Bachmann e o de público Kelag, na Semana de Literatura de Língua Alemã, com seu livro de estreia “Sie befinden sich hier” (“Você se encontra aqui”). O livro é um monólogo de uma pessoa que está na neve, morrendo de frio.

Manfred Geier: Nasceu na República Tcheca, em 1943. Em Do que riem as pessoas inteligentes?, publicado pela Record em 2011, o autor fala do humor a partir do que foi discutido ao longo dos séculos por filósofos.

Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Olga Grjasnowa: Nasceu em 1984 em Baku, no Azerbaijão. Aos 11 anos imigrou, junto à família, para a Alemanha. Com Der Russe ist einer, der Birken liebt (“É russo se ama as peras”), seu romance de estreia, recebeu os prêmios Klaus Michael Kühne e Anna Seghers, ambos em 2012. Também foi incluído na lista do prêmio Alemão do Livro em 2012.

Reinhard Kleist: Nasceu em 1970 na Alemanha, indo para Berlim em 1996, onde até hoje vive e divide o ateliê com outros quadrinistas. Além de suas próprias histórias em quadrinhos, ilustrou as obras de H.C. Artmann e J.G. Ballard. Um de seus trabalhos mais conhecidos é a biografia de Johnny Cash, Cash – I see a darkness, que ganhou destaque popular e dos críticos, sendo traduzido para sete línguas.

Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Axel Scheffler: Nascido em Hamburgo em 1957, estudou artes em Londres em 1982 e vive lá até hoje. Atua tanto como autor quanto como ilustrador. Tornou-se um dos ilustradores infantis mais bem sucedidos após sua obra O Grúfalo. Seu trabalho evolve animais misteriosos acompanhados por figuras reais, como macacos, galinhas, porcos. Também cria desenhos para publicidade, jornais e revistas.

Julia Friese: Nasceu em Leipzig, Alemanha, em 1979. Estudou Comunicação Visual na Irlanda, trabalha como desenhista e ilustradora vivendo, hoje, em Berlim. Possui livros infantis publicados em países como o Brasil, França, Portugal, Suíça.

Alemanha na Bienal: tudo sobre seus autores

Ole Könnecke: Nascido em 1961 em Göttingen, Alemanha, é conhecido pelo trabalho com crianças através de traços delicados e a preocupação didática. Um de seus trabalhos mais conhecidos é Wie ich Papa die Angst vor Fremden nahm (“Como eu tirei o medo que papai tinha de estranhos”), cujo texto é de Rafik Schami. Já sua personagem de destaque é o pequeno Anton, que chega agora ao público infantil brasileiro.

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