Bienal do Livro | 5 Coisas que Deixaram Saudade

Bienal do Livro é sempre cansativo, independentemente de você ir um, dois ou todos os dias. São sempre muitos stands, muitos livros para conferir, promoções para checar e dinheiro para contar (será que posso/vale a pena comprar aquele livro aqui?).

Por isso nós oferecemos o Guia para a 23ª Bienal do Livro de São Paulo, e esperamos ter ajudado algumas pessoas a se organizar melhor, sentir menos dor no pé e sair mais satisfeita com as compras.

Pior que o desgaste, entretanto, é a saudade que ela deixa. Voltar para a rotina de trabalho que seja diferente de livros 24h por dia e a melhor foma de vendê-los é triste – o que consola é saber que pelo menos trabalho com eles.

Ficam as lembranças das pessoas incríveis que tivemos a oportunidade de conhecer, das risadas compartilhadas, dos vídeos gravados, da aventura de lutar com todas as forças por R$5,00 de desconto. Ou mesmo a loucura quando nos deparamos com aqueles exemplares baratíssimos que nem chegam a R$10,00 (alô LeYa e Intrínseca!).

Foi preciso muita força de vontade para conseguir escolher cinco momentos, eventos e/ou fatos e colocá-los aqui. É bem verdade que eles serão extremamente pessoais também, mas, bom, realmente valeram a pena.

Quinto Lugar Mesa Ironia Fundamental com Xico Sá, Gregório Duvivier e Antonio Prata
Verdade seja dita: eu quase nunca assisto as mesas, palestras e discussões da Bienal. Isto acontece não por falta de interesse, mas sim porque eu sempre perco a hora da distribuição de senhas. Dessa vez, a Tatiany não me deixou perder.

Foi incrível não necessariamente pelo fato do Gregório ser naturalmente engraçado, ou pelas histórias que Xico e Antonio tinham para compartilhar, mas sim por todos os temas abordados nas perguntas dos presentes e mesmo do jornalista Ubiratan Brasil.

Você pode entender o que foi falado clicando aqui. Como meu primeiro livro foi de crônicas, minha identificação com o que era dito foi inegável. Assuntos interessantes, autores mestres na escrita e muito bom humor marcaram o evento para mim.

Quarto Lugar Alô Preços!
Era uma vez eu. Eu sem dinheiro e com 32 livros para comprar. Destes, nenhum em (boa) promoção. Eis um problema, e a solução: negociar todos os dias, com pessoas diferentes.

Sim, sou do tipo que frequenta a Bienal todo santo dia, mesmo quando não estou trabalhando – este ano trabalhei no stand da Editora LeYa. E também sou do tipo que vai ao mesmo lugar duas vezes por dia, pergunta o preço para pessoas diferentes e toda vez tenta negociar um valor menor.

99,9% das vezes implorar não dá certo. Mas 1% das vezes dá. Se não der, existe internet e telefone e negociação por ele. Acreditem: funciona. Economizei, comprei e tenho mais muitos livros que quero ler para ontem. #vidadeleitor

Terceiro Lugar LeYa na Estrada + Booktubers
Se ano passado gravar vídeos era bacana, mas não tão popular assim, este ano os Booktubers marcaram presença na bienal. E foi uma delícia!

Pude conhecer e me aproximar um pouquinho mais do Jack e do Rafa, entendi um pouco mais do trabalho deles – já que sempre fui falha nisso de vídeo – e admirar o que eles fazem. Quer saber? Esses caras são mestres em convencimento.

A LeYa acabou se unindo a eles no domingo do dia 24 e fizeram um evento para todos que não estariam no segundo final de semana, dia 30, quando ocorreu o LeYa na Estrada já programado. Foi ótimo!

Segundo Lugar Babi, May, Ju, Oz, Gra, Taty e Karina
Taty e Karina me acolheram na casa delas, e eu não podia pedir por pessoas melhores! Karina era “ninja” na cozinha, cada dia tinha uma comida (deliciosa) diferente para a janta e cama quentinha chamando a gente.

Taty, por sua vez, foi uma incrível companhia. Nenhuma surpresa, né? A mulher é direta, honesta, engraçada, fofa e me ama – ela mesma disse. O melhor é que eu a amo também, mesmo quando ela está brigando comigo. Não há ninguém melhor para trabalhar que ela.

Babi, May e Ju são conhecidas como minhas xuxus. Foi ótimo poder conversar um pouco mais com elas, abraçar forte e matar um pouco da saudade. Afinal, não via a Ju desde 2012, a Bá desde fevereiro e a May desde janeiro.

Por fim, Oz, vulgo “meu primo”, e Gra, conhecida como “minha irmã mais velha adotada”. Sim, convenci meu primo a ir dois dias à Bienal do Livro comigo e encontrar com a Gra todo dia? Fala sério, nem dá para reclamar.

Primeiro Lugar Gatos!
Precisei colocar em primeiro lugar algo inédito em tantos anos de Bienal: gatinhos! Vocês já viram que estou falando dos que miam, são pequeninos e pertencem à Taty.

Como não amar ter companhia para dormir? Ou alguém que aguente todo carinho que você gosta de dar? Sim, Mingau me deu uns arranhões, mas nem isso diminuiu meu amor por ele. Culpo os olhos de cada um deles. E o fato de terem se acostumado rápido comigo e me feito companhia mesmo às 5h da manhã.

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1 comentário

  1. Juh Claro em

    Awn, su aa linda! Também vou sentir muita falta, e eu que acabei me enrolando nesse último final de semana e não consegui ir e aí ficamos sem foto 🙁 Agora vou ter que ir pra bienal ano que vem, olha só que coisa!!!
    Queria ter aproveitado mais, mas ando meio desanimada e acabei não conseguindo ir em nenhum encontro, nem comprar nada. Deixei tudo pro último dia e acabei esquecendo que era aniversário da minha avó e não consegui ir. O bom é que economizei e não aumentei minha pilha de não lidos HAHA Então agora quero correr pra ler o máximo pra poder aproveitar a bienal do ano que vem 🙂

    Beijão <3

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