Crítica de Filme | Como Ser Solteira

Filme Como Ser Solteira Era sábado à tarde e eu precisava de uma distração. Como Ser Solteira, lançado dia 25 de fevereiro deste ano, foi a alternativa. Ele prometia tudo que eu precisava: um filme leve, engraçadinho e com aquele toque de romance – eterna romântica presente, prazer.

E ele foi exatamente isso. Exceto que eu definitivamente não esperava gostar tanto dele assim. Antes que os julgamentos comecem, vamos à sinopse (levemente alterada porque foi necessário):

Alice acabou de sair de um relacionamento e não sabe muito bem como agir sem outra metade. Para sua sorte, ela encontra uma amiga especialista na vida noturna de Nova York. Uma amiga determinada a ensiná-la como ser solteira.

Dakota Johnson (aquela de Cinquenta Tons de Cinza, sabe?) é Alice. E vale dizer que Alice saiu do relacionamento porque quis sair e seu objetivo era passar por aquele momento de autoconhecimento sobre o qual sempre lemos e raras vezes temos.

Só que sua amiga, Robin, interpretada por Rebel Wilson, está determinada a fazê-la aproveitar o tempo de solteira. Isso as leva a um bar, onde conhecemos Lucy (Alison Bride) e Tom (Anders Holm, da série Workaholics). Lucy quer achar o homem ideal e apela para todos os sites de namoro possíveis, enquanto Tom é o típico cara que não quer relacionamento com absolutamente ninguém.

No meio disso, ainda tem a irmã de Alice, Meg (interpretada por Leslie Mann) que se rende à vontade de ter um filho e, se não tem um parceiro com quem contar, tudo bem – ela providencia uma inseminação artificial e aguarda o resultado positivo do teste de gravidez. E, claro, encontra o cada ideal logo em seguida.

Com 110 minutos, direção de Christian Ditter (de Simplesmente Acontece) e produção de, dentre outros, Drew Barrymore, o filme me lembrou bastante Ele Não Está Tão Afim de Você – que foi baseado num livro e, se me perguntarem, sempre acharei uma ótima comédia romântica.

Isso porque é claro que os dois tem aquele tom bem bobo e simples, com uma mulher que não quer se apegar nem um pouco (mas, no fundo, meio que quer), uma que já está naquela fase desacreditada, uma que está louca atrás do “amor verdadeiro” e uma que é claro que quer um relacionamento – com alguém que valha a pena.

Mas não é só isso. São quatro histórias diferentes que acabam se conectando, mesmo que duas personagens nunca cheguem necessariamente a conversar. Algumas falas quebram conceitos e empoderam, outras conseguem expor angústias e outras provam que tanto homens quanto mulheres podem simplesmente não prestar. E que tudo bem: tudo isso faz parte.

Gosto de ver Alice fazendo as coisas que nunca acreditou que ia de fato fazer, mas sempre teve vontade, mesmo as mais simples. Gosto de ver o quanto pessoas e pequenas ações conseguem mudar toda uma dinâmica do dia a dia. Realmente gosto de como as coisas funcionam, se desenvolvem e se entrosam.

É bobo, é. É fofinho, é. Tem momentos perfeitos para revirar os olhos, tem. Mas também é bem melhor do que parece.

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook