Crítica Filme | Alice Através do Espelho

Alice Através do Espelho “Oh, querida Alice, onde você esteve? Tão perto, tão longe, tão no meio”. Oh, Dear Alice, Oh mundo, oh vida, oh filme.

Mais uma vez nosso mestre e amado Tim Burton conseguiu nos fazer viajar no tempo. Como isso é possível? Quanto poder nas mãos de um diretor de cinema! E, o que dizer de Danny Elfman e seus acordes dão vida às imagens de Burton? Estupendo!

Alice através do Espelho é imperdível!

No filme, Alice (Mia Wasikowska) está de volta. O chamado agora é para resolver um problema do Chapeleiro Maluco (Johnny Deep, sempre fantástico), que, ao que tudo indicava, estava morrendo. Isso porque, pós encontrar seu primeiro Chapéu intuiu que sua família estava viva e que precisava encontra-la, mas não sabia como.

Embora o Chapeleiro tivesse essa intuição, a história dizia que a família dele havia sido morta pela Rainha de Copas (que atuação de Helena Bonham Carter). Para resgatar a família do Chapeleiro Maluco, Alice terá que enfrentar o próprio Tempo (Sacha Baron Cohen, engraçadíssimo) e viajar para o passado. Será que ela conseguirá?

No filme descobrimos as origens de todos os personagens do País das Maravilhas, cada detalhe é revelado e percebemos quem nenhum deles é mau, somente mal compreendido.

Entretanto, o filme dá uma pitada de dúvidas sobre a existência do pais das maravilhas, induzindo, em determinado momento, que Alice teria uma espécie de esquizofrenia e, consequente, que os personagens do País das Maravilhas são, na verdade, os personagens da vida real e que esse é o jeito dela de entender o mundo que está a sua volta quando está em frente de um problema.

Embora seja racional, prefiro a versão de que o País das Maravilhas realmente existe e não me importo com julgamentos! No final, como toda boa fábula, tem-se uma moral: “Não se pode mudar o passado, mas pode-se aprender com ele”.

Sinto falta das morais de impacto nas fábulas contemporâneas que não são feitas pela Disney, afinal, as fábulas são, preponderantemente, para as crianças e são um meio de ensiná-las sobre o mundo que vivem. O filme é maravilhoso, é daqueles filmes que se sai pisando em nuvens, feliz.

Escrito por Marcelo Marques
exclusivamente para Versificados

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