Crítica Filme | Capitão América: Guerra Civil

Capitão América Guerra Civil Capitão América: Guerra Civil era a aposta de muitos para um fracasso. Não um daqueles extremos, mas a opinião geral parecia ser que seria como um Homem de Ferro 3 – legalzinho, mas totalmente dispensável e inferior aos outros dois filmes lançados. Para a surpresa de muitos, mas não minha (porque eu sempre espero muito dos filmes da Marvel), o filme foi incrível.

Para os desavisados, a estreia aconteceu na última quinta e esta que vos fala estava lá, na fileira de fundo prontíssima para assistir. Com pouco mais que duas horas de filme e direção de Anthony e Joe Russo (que também dirigirão as duas partes de Vingadores: Guerra Infinita, a primeira prevista para 2018), Capitão América une quase todas as melhores personagens dessa fase da Marvel para uma – tã-dã! – guerra civil.

Quando o governo cria um órgão para supervisionar os Vingadores, o super time de heróis se divide em dois. Um liderado por Steve Rogers e seu desejo em manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem interferência do governo, e o outro que segue a surpreendente decisão de Tony Stark em apoiar o governo na fiscalização de seus atos.

A questão central do filme são as lutas dos Vingadores que, se por um lado de fato salvaram todo o mundo de forças malignas, por outros mataram centenas de pessoas com a destruição de parte das cidades nas quais as lutas ocorreram. O governo, como sempre, acredita ter força suficiente para ditar quando, onde e como os Vingadores atuarão. E, claro, reprimi-los se suas ordens não forem estritamente seguidas ou as coisas não saírem como eles querem.

Tony Stark (Robert Downey Jr.) entende o discurso governamental e, por uma série de motivos, aceita o tratado. Steve Rogers (Chris Evans), entretanto, não. Ele não acredita no discurso das boas intenções e o vê apenas como uma forma de controle que lhe tirará não só a independência, mas a chance real de fazer positivamente a diferença.

No meio dessa questão toda temos, temos Bucky Barnes (vivido por Sebastian Stan) – presente nos outros dois filmes do Capitão América – em seus momentos de lucidez, sem ser apenas uma máquina muito poderosa da Hydra. Ele sabe e lembra todas as suas ações, todas as coisas terríveis que fez nos momentos nos quais não tinha controle sobre si mesmo, e sabe que não é, nunca foi, essa pessoa.

Para mim, Capitão América: Guerra Civil acertou em tudo. Ao contrário de boa parte dos demais filmes da Marvel, este conta com poucas, mas boas, doses de humor – e aqui vale ressaltar que a legenda está mais engraçadinha que as falas, de fato, são. Por um lado, isso nos faz rir em mais momentos, mas, por outro, é desnecessário.

Acertou na trilha sonora e na (sempre esperada) aparição de Stan Lee. Acertou nas cenas de ações e efeitos especiais incríveis e na capacidade de transformar o Capitão América e o Homem de Ferro em personagens com os dois lados, deixando um pouco de lado o papel de bonzinho e malzinho, partindo para algo mais real.

Fiquei preocupada com a aparição de tantas personagens – o que também me preocupa um tanto nos próximos Vingadores – pelo simples fato de ser gente demais para se dar foco em apenas duas horas. Mas todas as cenas foram muito bem desenvolvidas e o roteiro conseguiu incluir todas na medida certa. Inclusive, a tão esperada participação do Homem Aranha (dessa vez com Tom Holland III), deixou aquele gostinho de quero mais para o filme solo que estreia em 2017.

Se puder resumir o filme em uma palavra: incrível. Mal posso esperar para ver mais dos já conhecidos heróis, mas também do Homem Aranha, Pantera Negra (Chadwick Boseman) e – sempre – Homem Formiga (Paul Rudd I), além do Falcão (Anthony Mackie), que ficou muito melhor do que eu esperava.

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