Resenha | A Conquista, de Elle Kennedy

A Conquista
Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas: 296
Avaliação: 4.3
Capa: 4 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Sabrina não é a mulher mais simpática do mundo. Seu passado inclui uma mãe que a abandonou quando ainda era criança e um pai que jamais chegou a conhecer, passando por um padastro completamente dispensável.

Ela vive com a avó, e tem seu futuro muito bem definido. É questão de tempo para ela sair da vida que leva. E, para conseguir isso, ela quer cursar Direito em Harvard – e tem dois empregos, poucas amigas e seus momentos de diversão e descontração são limitadíssimos.

Do outro lado, Tucker não teve a vida mais financeiramente tranquila do mundo, mas, agora que recebeu uma herança, pretendo usá-la no próprio negócio. A principal decisão que precisa tomar é se ficará nos arredores da universidade, ou se irá para próximo da mãe, por quem foi criado, que mora no Texas. E é claro que é o exatamente o perfil que é capaz de ver Sabrina além do pouco que ela demonstra.

Qunaod se esbarram no Malone’s, o início é o mesmo de sempre: uma atração imediata, que se desenrola em um tempo não tão pequeno assim para algo maior. Principalmente quando a complicação (que todo livro tem, e precisa mesmo ter) chega e vira o mundo dos dois de cabeça pra baixo. Eles precisam decidir entre ficar juntos e enfrentar a situação juntos, ou seguir da melhor forma possível completamente separados.

A Conquista mantém a escrita fluida e tranquila de Elle Kennedy, que é o grande diferencial da série Amores Improváveis. O livro tem sua cota de clichês, homens super protetores e mulheres que tentam passar a ideia de serem completamente independentes, mas não conseguem.

É claro que tudo isso poderia ser ótimos pontos para irmos contra a narrativa, mas somos logo fisgados pelas personagens, pelas situações e fica fácil relevar o mesmo de sempre que encontramos em livros desse gênero.

Para quem já é fã do gênero novo adulto, A Conquista é uma ótima pedida e realmente vale a pena. As personagens dos livros anteriores retornam como personagens secundárias, e conseguimos acompanhar um pouco como suas vidas seguiram – além de matarmos um pouco a saudade que tínhamos delas.

As novas personagens são desenvolvidas na medida certa e gosto da dinâmica de Sabrina e Tucker, ainda que tenha o clássico quero-mas-não-quero por parte de uma das personagens. Achei um dos volumes mais melosos, talvez, da série, mas não de forma que ficasse doce demais, a ponto de desestruturar o romance para um extremo desagradável. É na medida certa.

A Conquista encerra a série com chave de ouro, e ficamos ansiosos para a possível publicação do spin-off que a autora está escrevendo.

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook

1 comentário

  1. Alline Rodrigues de Souza Belda em

    Achei que ia amar este ultimo A conquista, porem não foi isso que aconteceu.
    Não gostei como foi colocado o personagem Dean ( O Jogo), como não fosse amigo do Tucker, então fiquei um pouco decepcionada com a historia, alguns momento não posso negar que adorei.
    Gosto do O Erro, O Jogo, O Acordo e por ultimo A Conquista.

    Responder