Mais amor literário, por favor!

A Rocco Jovens Leitores fez uma proposta, que achei particularmente interessante e resolvi participar – então vamos falar sobre esse ódio que tanta gente parece sentir uma necessidade enorme de compartilhar. E queria começar com um trecho que a autora Holly Black publicou:

“Estou cansada de ver meus amigos serem forçados a explicar que são pessoas reais e não caricaturas convenientes. Cansada de vê-los serem tratados como vassalos que devem aguentar o que quer que as pessoas queiram neles projetar. É um modo profundamente problemático de ver as pessoas”

Minha teoria é que todo mundo é um pouco cabeça dura. Eu, com certeza, sou: tenho opiniões fortes e acredito nelas piamente. Não sou cega pra realidade: se me mostrarem outros pontos, vejo, avalio e adéquo ou não ao que me move.

Algumas vezes, chego a entrar em debates sobre esses assuntos. Não entro para brigar: dou minha opinião e quero que ela seja respeitada, assim como respeito a do outro. E sempre estou aberta a ouvir pontos de vistas diferentes, pronta para respeitá-los mesmo se não concordar nem um pouco.

O que vejo, entretanto, é uma gama de pessoas que acreditam tanto em suas próprias opiniões que passam do respeito na hora de um debate ou discussão. Pessoas que querem impor suas crenças, mesmo que precisem rebaixar, desclassificar ou xingar outra pessoa. Para quê?

Quando Veronica Roth escreveu o último livro da trilogia Divergente, mandei uma mensagem expondo que estava realmente chateada com o final, enquanto ela recebia ameaças de briga física pelo twitter. Bater nela para quê? O final foi escrito, ela estava satisfeita, não vai mudar.

Ou vamos pensar em quando um blog faz um tipo de promoção e outro decide fazer o mesmo tipo. Mesmo com tantas (tantas!) pessoas no mundo, ninguém acredita que ambos possam ter tido a mesma ideia. Necessariamente, um copiou o outro. E, muito provavelmente, o menos conhecido vai receber uma série de xingamentos a respeito da suposta “cópia”.

O quanto isso é válido? O quanto uma foto divulgada de uma pessoa na internet falando que ela “comia” criancinhas prova que essa pessoa realmente fez isso (vocês lembram desse caso, né?)? O quanto cabe a mim e a você usar nossas mãos para “fazer justiça” a algo que nem foi comprovado?

Mais amor literário (e não literário), por favor! Como diria a Jout Jout, vamos nos amar mutuamente! Acho que já está mais que na hora da gente aprender que respeito é essencial em qualquer situação e que compartilhar é valioso para absolutamente qualquer pessoa.

Compartilhando, eu amadureço e cresço, você amadurece e cresce e ambos saem ganhando. Juntos podemos (e experiência própria aqui de novo) podemos fazer algo bom ser maravilhoso. Separados tudo fica mais difícil.

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