A Pequena Polêmica d’As Aventuras de Pi

Livro As Aventuras de Pi Você já deve ter escutado sobre o livro As Aventuras de Pi, não? Bem, se não, provavelmente já assistiu ou escutou algo sobre o filme produzido a partir do livro. Também não? Uau, encontramos um ET.

Se você já ouviu sobre a história, seja sobre o livro, seja sobre o filme (ou sobre ambos) eu tenho uma curiosidade intrigante para contar para vocês.

Bem, vamos começar contanto um pouco sobre a história:

A história trata de uma família indiana que são donos de um Zoológico, mais precisamente de pequeno indiano, filho dos donos. Em determinado momento, eles decidem ir embora da Índia e levar todos os animais do Zoológico embora, para montá-lo em outro continente. Pois bem, o problema é que o navio cargueiro naufraga e o garoto fica à deriva em um barco salva-vida com ninguém mais, ninguém menos, do que Richard Parker (detalhe, ele é um tigre-de-bengala).

O livro foi lançado em 2001, nos Estados Unidos, por um escritor chamado Yann Martel e, em 2002, ganhou o prêmio Man Booker Prize. Finalmente, em 2012, foi reproduzido nas telonas.

O filme é fantástico, vale a pena assistir. Não é a toa que recebeu onze indicações ao Óscar, incluindo melhor filme, vencendo em quatro modalidades: (i) melhor fotografia; (ii) melhores efeitos visuais; (iii) melhor trilha sonora e (iv) melhor direção.

Até aqui tudo bem, certo? Não.

Em 1981, um escritor brasileiro chamado Moacyr Scliar – eleito para a Academia Brasileira das Letras em 2003 -, escreveu um livro muito semelhante (praticamente idêntico) chamado “Max e os Felinos” que relatava a história de um garoto Alemão, Max, que se viu obrigado a dividir um bote salva-vidas com um jaguar após um naufrágio de um transatlântico vindo da Europa para o Brasil (gozado, não?).

Segundo relatado no livro Direitos Autorais[1], Scliar, na época em que o livro de Martel ganhou o premio Man Booker Prize, deixou claro que não tinha a intenção de mover qualquer tipo de ação a fim de que fosse reconhecido eventual plágio (nem poderia, pois ideias não são protegidas por direito autoral).

De toda forma, deixo minha homenagem ao ilustre escritor brasileiro, Moacyr Scliar, falecido em 27.2.2011, e os convido a conhecer um pouco mais sobre suas obras: http://www.academia.org.br/academicos/moacyr-scliar.

[1] PARANAGUÁ, Pedro; BRANCO, Sérgio. DIREITOS AUTORAIS. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009, p.33

Escrito por Marcelo Marques
exclusivamente para Versificados

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