Resenha | A Bibliotecária, de Logan Belle

A Bibliotecária
Autor(a): Logan Belle
Editora: Record
Páginas: 283
Avaliação: 4
Capa: 4.5 Diagramação: 4 Conteúdo: 3.5

A Bibliotecária tem seus pontos positivos, mas não é impecável.

Regina é uma mulher inocente que sai de sua cidade, deixando a mãe pela primeira vez em muitos anos morando sozinha, para trabalhar na biblioteca de Nova York. Logo em seu primeiro dia ela se depara com a pessoa que vai lhe criar problemas: Sebastian.

Sebastian é um homem rico que apoia financeiramente a biblioteca na qual ela trabalha. O interesse (mútuo) é imediato: ele quer apresentar seu mundo BDSM à Regina, já sabendo que ela vai gostar das experiências que vai viver. Regina, por sua vez, sequer pensa duas vezes antes de aceitar e, quando nota, está apaixonada pelo homem que não quer nada além de sexo.

Primeiramente, vamos esclarecer uma coisa que estão erroneamente sendo deduzidas por aí: não é porque alguém lê esse tipo de história que não apoia a igualdade entre homens e mulheres ou que acha que as mulheres precisam aceitar absolutamente tudo que os homens mandam. Sequer acho que mandar é uma boa escolha, para ser sincera. De qualquer forma, esclarecido isso, voltemos ao livro.

Logan Belle tem um escrita agradável e esse é um dos pontos fortes de A Bibliotecária, ao começar a ler, queremos continuar lendo. Também me agrada o fato de Regina não ficar pensando e repensando mil motivos para se manter separada de Sebastian, evitando o lenga-lenga esperado, mas chato quando ocupa praticamente o livro todo.

Entretanto, incomoda-me o fato de Regina ser o ápice da inocência. Sem uma idade definida (nenhuma das personagens tem, por sinal), só sabemos que ela mal beijou e não tem nenhuma experiência e conhecimento sobre sexo; o que me parece incompatível com a realidade que vivemos e com a própria personagem, que se interessa pelo assunto.

Sebastian, é claro, tem sua cota de história triste e, felizmente, ela não é o extremo clichê. Mesmo achando a atitude da mãe dele um tanto absurda para os fatos que ela teve de encarar – ela me pareceu uma mulher extremamente fraca, sem valor próprio – foi interessante sair um pouco do senso comum.

Um dos grandes problemas de A Bibliotecária está no fato de não se explorar melhor as situações, menos ainda criar outras que sejam originais e que desenvolvam melhor a relação entre as personagens. Ao final, não fiquei convencida de haver amor entre os dois, ficou faltando alguma coisa que realmente sustentasse isso.

Não acho que seja uma leitura tão dispensável, ainda que certamente não seja o oposto disso. Tem seus pontos positivos, interessantes, que poderiam ter sido melhor explorados. Levando em consideração alguns fatos sobre o livro, sem esperar uma história impecável, é uma leitura agradável.

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