Resenha | A Caminho do Azul Sereno, de Veronica Rossi

A Caminho do Azul Sereno
Autor(a): Veronica Rossi
Editora: Rocco
Páginas: 352
Avaliação: 4.8
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4.5

Terceiro e último volume da trilogia Never Sky escrita por Veronica Rossi, A Caminho do Azul Sereno se inicia com Aria se recuperando da tentativa bem sucedida de envenená-la — algo que, já sabemos, foi percebido bem a tempo de não matá-la, ainda que tenha chegado bem perto disso. Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores.

O relacionamento dela com Perry não está ruim — afinal, ele está extremamente aliviado de vê-la viva —, mas também não está as mil maravilhas que os dois esperavam: ele precisa aceitar o fato de que ela partiu, mas está de volta, e precisa lidar com a morte de Liv, sua irmã e o grande amor de Roar. Isso sem deixar para trás as necessidades do seu próprio povo, os Marés, que agora ainda contam com os Ocupantes deixados para trás pelo próprio líder, Hess, pai de soren.

Para piorar, Perry e Roar, até então amigos inseparáveis, não estão se falando e Cinder foi sequestrado. Ocupantes e Marés não têm como sobreviver para sempre no novo lar improvisado. Precisam de comida, de uma terra para cuidar que seja capaz de sustentá-los, e uma forma de lidar com as cada vez mais frequentes tempestades de Éter. Eles precisam encontrar o Azul Sereno.

Para isso, o único plano possível é unir algumas poucas pessoas e ir até a base de Hess para conseguirem o único meio de transporte capaz de levar todos ao paraíso que tanto procuram. A equipe é formada por um grupo um tanto improvável, dentre eles Perry, Ária, Soren e Roar. O plano é cuidadosamente articulado, e tudo segue nos conformes até que, na hora da fuga, os objetivos de cada um para terem partido da segurança entram em pauta — e tudo desanda.

A narrativa de A Caminho do Azul Sereno é muito mais intensa do que a que encontramos no segundo livro: as coisas simplesmente acontecem, e toda hora existe uma preocupação e uma ação respectiva. Lembra um pouco o primeiro volume, Sob o Céu do Nunca, por causa do dinamismo e por ser bastante fluida.

Neste livro, por motivos óbvios, a conexão entre Perry e Ária se intensifica, cada um representando o próprio povo em uma união que, aos poucos, vai se adaptando à nova realidade. É um livro repleto de reviravoltas, decisões certas e equivocadas, e que se inicia em completo caos, algo que, de forma incrível, não se projeta na escrita, fazendo com que fique fácil entender o que está acontecendo, como está acontecendo e os motivos.

Não senti em nenhum momento que a autora estava tentando enrolar a narrativa: ela foi direta, descrevendo ações e colocando contrapartidas que me deixaram ansiosa para o próximo capítulo, cada um narrado sob um ponto de vista, alternando entre Perry e Ária. Em suma, um excelente final para uma excelente trilogia.

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