[Resenha] A Casa, de Danielle Steel

A Casa
Autor(a): Danielle Steel
Editora: Record
Páginas: 336
Avaliação: 3.7
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 3

Um livro sobre a vida e o permitir-se ser feliz.

Sarah Parker, uma advogada de 39 anos, aparentemente, tem tudo o que alguém deseja: Conforto, dinheiro, boa família, um relacionamento que, mesmo sendo praticamente unilateral, à satisfaz. É o retrato da mulher moderna: não pretende casar e, muito menos, ter filhos. Mesmo sendo feliz com suas escolhas, ela não se sente completa. Para Sarah, faltava algo mais que 4 anos perdidos em um relacionamento de fins de semana e trabalhar 14 horas por dia.

A mudança de vida vem quando o excêntrico Stanley Perlman, cliente de Sarah, falece. Com pouco mais de 90 anos, Stanley viveu boa parte da vida em um sótão de um casarão construído na década de 1930.

Stanley não tinha família e acabou deixando seus bens para serem divididos entre 19 parentes distantes e, para surpresa de todos, também com a advogada. Sarah sente uma estranha atração pela casa que, mais tarde, vai se tornar parte de sua vida de uma forma que ela não esperava.

Danielle Steel tem uma escrita que flui bem e, em alguns momentos envolve, porém o excesso de detalhes e expressões repetitivas acaba deixando a trama muito lenta. A história é carregada de drama e descrições dos sentimentos dos personagens, os quais são bem construídos e consistentes, embora sejam pouco cativantes.

Ainda sobre a trama de A Casa, a previsibilidade atrapalhou um pouco. Não há grandes surpresas já que a autora segue uma estrutura conhecida para quem lê romances.

O diferencial da história está no fato de que o final, apesar de clichê, traz uma mensagem sobre como é preciso movimento e interesse para mudar àquilo em nossa vida que não nos agrada.

Para uma primeira leitura (como no meu caso), pode não ser o começo ideal. Os fãs talvez possam gostar mais.

Por Janaina Barreto
exclusivamente para Beletristas. Proibida cópia total ou parcial

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1 comentário

  1. Paula Daniela Paiva em

    Adoro as obras de Danielle Steel, onde muitas vezes fatos que são citados em seus livros não são só ficção. Ela aborda muito mulheres independentes, mulheres que são abandonadas pelos seus maridos mais que não deixa a peteca cair e dão a volta por cima, para sustentar a família ou até mesmo, elevar a sua auto estima. Outro ponto de sua escrita é o primeiro amor aos 40, deixando claro que a mulher mesmo nessa idade não está morta e pode sim viver uma grande paixão. Portanto,, todas as histórias que a autora lança sempre tem o fundo de verdade e vale a pena ler.

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