[Resenha] A Esperança, de Suzanne Collins

A Esperança
Autor(a): Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 424
Avaliação: 4.8
Capa: 4.5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

A Esperança é o último livro da trilogia de Jogos Vorazes, uma trilogia que, para ser sincera, bateu recordes e é uma das melhores que existem na minha opinião.

Agora a rebelião vai de fato acontecer, e a garota em chamas – Katniss – vai ter que descobrir por si só quem está ao seu lado e quem não está, quem é um amigo com quem pode contar e quem está ali apenas para usá-la. Usar seu rosto, o que ele significa e o que representa para a rebelião que atinge, aos poucos, os distritos e tende a, por fim e finalmente, acabar na Capital.

“Mas também há algo mais, algo totalmente dela própria. Uma habilidade para olhar a bagunça caótica da vida e enxergar as coisas como elas efetivamente são.”

O final da trilogia promete, e é, um encerramento de todo questionamento que se inicia no primeiro livro. É um livro com determinismos, no sentido de que é nele que tudo acaba se resolvendo, inclusive o que – somente nas aparências – já estava resolvido. A existência de um suposto distrito, o 13, o que significa sua existência e como pode ser ele o principal na ajuda contra a Capital, sendo o mesmo que, durante os anos de rebelião, supostamente não sobreviveram. Se sobreviveram, por que não ajudaram os restantes dos distritos? Quem vive nele? Quais são suas regras? Qual o papel de Catnip, o Tordo, em seu plano contra a Capital? Quais são os envolvidos?

“Agora estamos naquele período tranquilo onde todo mundo concorda que os nossos horrores recentes jamais deveriam se repetir – diz ele. – Mas o pensamento em prol do coletivo normalmente possui vida curta. Somos seres volúveis e idiotas com uma péssima capacidade para lembrar das coisas e com uma enorme volúpia pela autodestruição. Mas quem sabe?”

É um livro cheio de surpresas, angústias e que nos deixa ansiosos por mais. Queremos saber o que vai acontecer, quem vai sobreviver, quem vai lutar. Queremos saber se a Capital vai cair, e como vai cair, quem será o responsável por isso e se é apenas um. Queremos ver mais sobre os vencedores dos Jogos, o que fizeram com os que não tiveram a mesma sorte de cair no 13, e quais as consequências que terão de enfrentar. Saberemos quem é, de fato, o Presidente Snow, descobriremos mais sobre seus detalhes que, antes, poderiam passar totalmente desapercebidos.

“Necessito é do dente-de-leão na primavera. Do amarelo vívido que significa renascimento em vez de destruição. Da promessa de que a vida pode prosseguir, independentemente do quão insuportável foram as nossas perdas. Que ela pode voltar a ser boa.”

É assim, revelando aos poucos, que Suzanne termina com chave de ouro uma estória que vai ficar para a história. Sem deixar nada para trás, nada não resolvido ou de alguma forma pendente, o último livro é surpreendente do início ao fim – principalmente como o final da estória é contado. A Esperança resume, de fato, o último e talvez também toda a trilogia em si. Mantendo a qualidade, a boa escrita e personagens encantadores, que com certeza sentiremos falta.

“- Você me ama. Verdadeiro ou falso?
– Verdadeiro.”

Já conferiu a resenha dos outros volumes da série?

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