[Resenha] A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak

A Menina Que Roubava Livros
Autor(a): Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 499
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

“Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”

A Menina que Roubava Livros sempre transitou na minha lista de leitura, principalmente devido às boas críticas que tinha lido, mas sempre foi meio que empurrado pro lado. Que grande idiotice!

Simplesmente não sei como explicar, mas a história da doce Liesel Meminger mexeu muito comigo. Talvez pelo seu amor aos livros e seu desejo de sonhar, de liberdade; pela história toda ser narrada pela Morte, por se passar na Alemanha durante a Segunda Guerra… tudo isso me fascinou de uma forma indescritível.

Com o desenrolar da história, você se delicia com as peripécias de Rudy e Liesel, com a relação mega fofa entre Liesel e Hans ou simplesmente ri da constante raiva de Rosa. Ah, e simplesmente morre de vontade de conhecer Max, o judeu que se escondeu sob teto alemão.

Toda a história é bem pesada e madura, principalmente por retratar a Alemanha Nazista. Mas agora imagina como deve ter sido aquilo tudo aos olhos da Morte.

“Eu não carrego gadanha nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
E não tenho aquelas feições de caveira que vocês
parecem gostar de me atribuir a distância.
Quer saber a minha verdadeira aparência?
Eu ajudo. Procure um espelho enquanto continuo.”

Por falar da nossa narradora, engana-se quem acha que ela não tem coração ou mesmo que ela seja sequer parecida com o que nós, meros mortais, a representamos. Eis uma pequena descrição:

Apesar do seu inicio arrastado e pouco promissor, para alguns, peço que dêem uma chance à Liesel e sua doce aventura descobrindo novos caminhos e mundos através das páginas.

Depois de ler muitos “Saumensch”, “Saukerl”, “Arschloch” e “Fuhrer”, você fechará o livro com tristeza e ao mesmo tempo adoração pela história e por Markus Zusak, que diga-se de passagem escreve muito bem e talvez tenha se tornado um dos autores que eu mais gosto, junto com um dos melhores e mais emocionantes livros que eu já li.

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