[Resenha] Acesso aos Bastidores, de Olivia Cunning

Acesso aos Bastidores
Autor(a): Olivia Cunning
Editora: Paralela
Páginas: 328
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 3.5

Se você está procurando um livro erótico para ler: achou

Com muito de chick lit, Acesso aos Bastidores é o primeiro volume da série Sinners on Tour, escrita por Olivia Cunning. Mas fica o aviso: mais que a metade das 328 páginas é puro sexo.

Myrna, professora especializada em sexualidade humana de uma universidade, está em plena conferência quando vê um grupo peculiar de homens em uma mesa. Não demora muito para que ela identifique: são uma de suas bandas favoritas, que ela inclusive usa as músicas em alguns assuntos de sua matéria.

Ela caminha até eles e vê, de perto, Mestre Sinclair – o cara que manda maravilhosamente bem na guitarra. Romântico incurável, pegou há pouco tempo sua ex com a boca em Sed (cantor da banda extremamente sensual), e está bebendo para afogar as mágoas.

Brincadeira vai, brincadeira vem, Myrna convida Brian para ir até seu quarto para que ela “cuide do seu estado”. Sendo homem, ele pensa logo nas partes baixas, e logo chega até o quarto certo, onde descobre que o “cuidar” é, na verdade, um bando de vitaminas. Ele acaba dormindo lá e, na manhã seguinte, é que o romance realmente começa.

Acesso aos Bastidores me fez rir, bastante, em muitas partes. Isso porque a dinâmica da banca é muito bem construída e fica claro que a amizade deles é extremamente forte – logo, sacanear um ao outro faz parte da rotina.

Apesar do início ter me conquistado de imediato, algumas coisas me incomodaram no romance. Gostei muito de como Brian e Myrna se entendem, mas quando o grande problema do relacionamento é exposto, a autora mal tirou tempo para trabalhá-lo.

O passado dos dois poderia ter sido muito mais desenvolvido, e quando o momento mais tenso do livro acontece, é irritante que Brian fique em dúvida sobre seus sentimentos e comece a criar suspeitas. Elas não duram muito, é verdade, mas seria bem mais interessante se ele simplesmente agisse.

De outro lado, quando Myrna finalmente o deixa falar as três palavrinhas, não faz o menor sentido que ela fale “achei que me controlava porque você não disse antes”. Mas gente, quem o impediu de falar e demonstrar sempre foi ela!

Achei outras incoerências também, quando, por exemplo, Brian (o dito mais reservado do grupo) simplesmente abre o roupão dela e a deixa nua na frente de praticamente toda a banda. Certo, se ela não se importa, mas qual o sentido de ele fazer isso e depois criar uma situação porque ela andou nua na frente de todos?

As cenas de sexo são sempre intensas e não vi nenhuma novidade no que diz respeito aos finalmentes. Jamais vou entender como toda mulher consegue chegar tão fácil “lá” mesmo quando a situação é um pouco desconfortável. Não me parece realístico.

Ainda que, verdade seja dita, muitos elementos tenham me atrapalhado na leitura (como estes que disse), não consegui parar a leitura. Gostei das partes dos shows e quando Olivia Cunning se esforçava para ir além do puro sexo, sempre me deixava querendo mais.

Além disso, não sou muito a favor de como algumas cenas, principalmente as iniciais, de sexo acontecem. Mas, ao contrário de Peça-me o Que Quiser (confira resenha), nenhuma delas me gerou uma aversão ao que estava sendo narrado.

O livro poderia ter sido melhor? Sim, bastante. Ele foi ruim, então? De forma alguma. Gostei, achei que valeu a pena o quanto paguei por ele e mal posso esperar para ler os demais.

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