Resenha | Amante Eterno, de J.R. Ward

Amante Eterno
Autor(a): J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 448
Avaliação: 3.8
Capa: 4 Diagramação: 3.5 Conteúdo: 4

Em vários aspectos melhor que o primeiro, Amante Eterno fala de Rhage, ou Hollywood, um vampiro que – devido a afrontas com a Virgem Escriba – recebeu de presente a “Fera”, que se liberta quando situações o levam ao limite.

Por mais que isso o obrigue a procurar relações com qualquer mulher e lutas com diversos redutores, acaba sendo uma bênção quando parece que é o único meio de sair de uma determinada situação. Por outro lado, quando a besta é liberada Rhage tem que ficar de repouso absoluto por um dia, e outros mais de descanso: todos seus ossos são quebrados e o retorno ao corpo de vampiro é prova os efeitos e da dor que tem de suportar.

Rhage, entretanto, não está satisfeito com essa vida e conta em anos e dias quando a maldição terminará e, então, poderá voltar para sua vida normal. Até que encontra Mary, uma humana com histórico de leucemia e que, parece, está voltando novamente, desta vez mais grave.

Mary tem a voz mais encantadora que Rhage poderia ouvir, e o acalma e excita ao mesmo tempo. Mary pode ser humana, mas se envolve com os vampiros de tal forma que, talvez, seja impossível sair. Por sua vez, o vampiro apaixonado tem de lidar com a situação: se ele a quer, a besta também quer.

O interessante está na forma de desenvolvimento da estória do livro. Em certos momentos ela te pega de surpresa e ler “só o próximo capítulo” certamente vira ler “todos os próximos capítulos que eu aguentar”. Nem tudo é fácil, nem difícil.

Conhecemos mais de Rhage, e o foco do livro é esse. A irmandade está em segundo plano e seus outros participantes estão claramente em terceiro, tornando mais simples entender a situação que envolve a Irmandade da Adaga Negra, Rhage, Mary e, como não poderia deixar de ser, a Virgem Escriba.

É, portanto, envolvente; com ótimos personagens que são explorados a fundo, citando suas vontades, seus medos, e tornando as situações coerentes com o que se espera.

Nada acaba sendo fácil para o casal, mas não há como dizer, ao final de tudo, que não poderia ser pior. Fica sempre a dúvida sobre o que ocorrerá com a doença e, consequentemente, com Mary. Não há histórico de humanos virando vampiros, logo a dúvida permanece até as últimas páginas, quando finalmente se tomam as decisões mais importantes de todo o livro.

Segundo livro da série de J.R. Ward, faz-nos querer ler o restante e saber da história de cada membro, antigo ou novo, e esclarecer o que ocorrerá com a guerra entre redutores e vampiros, inclusive, o que ocorrerá com ambas as partes no meio dessa guerra.

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook

1 comentário