[Resenha] Amante Liberto, de J.R. Ward

Amante Liberto
Autor(a): J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 520
Avaliação: 4.3
Capa: 4.5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 4

E chegamos para contar a história de Vishous!

A luta contra redutores continua tão firme e forte quando antes – e quando uma visão de Vishous para si mesmo se concretiza, ele só pode agradecer a uma única mulher. Dra. Jane Whitcomb, humana, é quem salva a sua vida. A ligação, quando ele acorda, é imediata e quando seus Irmãos vão buscá-lo, antes do amanhecer, ele só tem uma certeza: precisa levá-la consigo.

E, de fato, leva. Mesmo quando isso acarreta uma série de problemas que nenhum deles podem se dar ao luxo de ter. A atração entre os dois é imensa – mas ser sequestrada não é um bom começo para uma história de amor. Quando Jane finalmente se vê livre para voltar à sua própria vida, descobre que, talvez, não a quisesse tanto assim.

Amante Liberto começou muito bem, mas acho que faltou ação em meio à narrativa. Geralmente gosto de flashbacks, e admito que os de Vishous são sempre muito impactantes, mas – em meio a tantas personagens sendo desenvolvidas ao mesmo tempo – era apenas irritante ficar lendo sobre o passado quando eu queria saber do presente.

Este foi, por sinal, o maior problema de toda a narrativa. Eu queria o foco em V. e Jane, em como eles iam lidar com as diferenças, ver o amor crescendo aos poucos (mas não tão pouco assim) e entender como eles poderiam ficar juntos sem que um mandasse na vida do outro. O problema é que essa parte foi, sendo otimista, metade do livro.

O restante focava em John ou Phury ou em basicamente qualquer outro Irmão. Não que suas histórias não fossem interessantes, mas não gostei de como cobriram o foco principal do livro. Para mim, suas partes tinham que ser mais passageiras, falando de acontecimentos mas não como se Amante Liberto falasse de todos eles.

O final foi, de fato, surpreendente e claramente veremos alguns personagens novos nos próximos volumes. Coisas que poderiam ter sido mais exploradas se o romance tivesse um foco maior. Admito que ainda estou me acostumando com as cenas finais – e que não necessariamente queria que acontecesse daquela forma. Entretanto, não tiro os créditos pela originalidade.

Se o romance poderia ter sido melhor? Sim, poderia. Mas a leitura valeu a pena e estou curiosa para outros volumes. Até agora, sem dúvida, o melhor da série foi Amante Desperto.

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