[Resenha] Amos e Masmorras- O Torneio, de Lena Valenti

Amos e Masmorras - O Torneio
Autor(a): Lena Valenti
Editora: Editorial Vanir
Páginas: 352
Avaliação: 3.3
Capa: 3 Diagramação: 3 Conteúdo: 4

No primeiro volume de Amos e Masmorras, Lion e Cloe se prepararam para a missão que mudaria suas vidas. Agora, e nem de perto na melhor das situações, eles precisam manter os planos, deixar os sentimentos de lado e desvendar todos os planos e ações das pessoas que usam o evento para traficar mulheres.

Depois que se acostuma com os apelidos (Lion King e Lady Nala, que, desculpa, jamais aceitarei sem dar uma risadinha) e se entende que sexo pode ser grande parte da narrativa, mas não ela toda, fica fácil se apegar à narrativa. Isso porque, para quem esperava um romance totalmente erótico, achei-o muito mais preso às ações policiais. E, honestamente, gostei muito dessa parte.

Isso porque as cenas quentes são pautadas em comparações, ainda que Lena, em momento algum, cite nomes de outros livros. É sempre uma das personagens falando sobre “como a realidade é diferente do que se é escrito” e, entretanto, não acho o BDSM de Amos e Masmorras o dos mais pesados. Não se engane: não tem espaço para sutilezas, apenas fica na parte superficial e costumeira da relação. Novamente, não acho isso necessariamente ruim.

O que realmente me incomodou – ainda que com suas partes dignas de suspiros – foi a relação de Lion e Cleo. Eles tinham tudo para ser absurdamente quentes e conquistáveis, mas pedem tanto tempo com ela correndo atrás e ele a punindo por coisas sem sentido que, em dado momento, cansa.

Não vi confiança dele nela, enquanto ela se entregava por inteiro a ele. Lion é, na verdade, bem machista, e algumas punições chegaram a me dar raiva. Não pela punição em si, mas o que o motivou a tal ação: é quando ele não acredita, parte dos seus pressupostos e depois arruma uma desculpa qualquer para se sentir menos pior pelo que fez. Até que ponto isso é saudável? Bem, não é.

Cleo pelo menos não é fraca. Não aceita tudo quieta e calada, ela exige o mínimo e, a duras custas, consegue. Ela não foi o problema. Estranhamente, Lion foi. Amos e Masmorras, parte II, poderia ter sido incrível, mas ficou no “bom” por causa disso. É um livro fácil de ler, li muito rápido, mas atinge todo o seu potencial.

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