[Resenha] Amy, Minha Filha, de Mitch Winehouse

Amy, Minha Filha
Autor(a): Mitch Winehouse
Editora: Record
Páginas: 348
Avaliação: 3.2
Capa: 3.5 Diagramação: 2 Conteúdo: 4

Sempre gostei da carreira e da figura pública de Amy Winehouse. Acho que conseguia entendê-la, perceber que ela não era tão problemática quanto diziam. Amy era apenas uma menina doce e carente que tomou decisões erradas para a sua vida.

Sendo assim, a jovem do cabelo armado, batom vermelho e de voz aveludada (e potente) conseguiu me arrebatar, servindo de consolo inúmeras vezes com suas letras doídas.

Virei fã com o lançamento do seu segundo álbum (como a grande maioria, visto que foi com ele que Amy alcançou fama mundial) e confesso que sempre tive certa curiosidade sobre sua vida e seu comportamento.

Eis que as minhas dúvidas e curiosidades só seriam sanadas anos depois de conhecê-la musicalmente. Anos e acontecimentos depois de “Back To Black”; anos depois de sua morte; anos depois de cantar e entoar a sua rejeição à reabilitação.

Ganhei a biografia de presente de aniversário e acabei colocando Amy no final da fila. Mas não é fácil ignorar Amy Winehouse e acabei me rendendo a folhear cada parte da sua vida, a decifrá-la.

O livro é narrado pelo pai de Amy, Mitch Winehouse – sim, narrado, pois o livro foi escrito por dois jornalistas que tiveram o desafio de pôr em papel as palavras e o sentimento de Mitch – e por isso o livro é incrível.

A forma como você descobre que Amy nunca foi o problema, que ela quis largar as drogas, todos os sacrifícios por qual ela passou, que ela não estava drogada no dia de sua morte… tudo isso quebra a imagem pré-definida que você têm de Amy.

Amy, Minha Filha conta com relatos e lembranças de Mitch, fotos e textos da própria Amy e curiosidades contadas por seus amigos (somente aqueles que chegaram à conhecimento de Mitch, visto que é ele quem narra a vida de Amy).

Pra quem gosta da vida e da música de Amy Winehouse, é uma leitura mais que obrigatória. O livro só peca por conter capítulos muito grandes (cerca de 25-30 páginas cada) e uma quantidade absurda de erros ortográficos que me surpreendeu (alô Record).

Espero que, quando você termine de ler “Amy, Minha Filha”, você siga o conselho de Mitch: Amy era uma grande garota, com um coração imenso. Por favor, lembre-se dela com carinho.

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