Resenha | Anjo Mecânico, de Cassandra Clare

Anjo Mecânico
Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Avaliação: 3.8
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 2.5

O primeiro livro da série “As Peças Infernais”, de Cassandra Clare, se passa muito antes de “Os Instrumentos Mortais”. Ainda assim, é impossível não fazer ligações entre os dois quando nos deparamos com sobrenomes já conhecidos.

Em Anjo Mecânico somos apresentados a Tessa Grey, uma americana órfã que se vê obrigada a pegar um navio após a morte da tia e ir encontrar seu irmão em Londres. Como se sua situação não fosse ruim o suficiente, a chegada ao novo país não é tão boa: o céu está nublado, seu irmão não está à vista e uma carta a faz caminhar para sua prisão.

Uma prisão que a faz conhecer mais de si. E, mesmo que seja uma parte que não a agrade muito, ela não pode mais negar o que sempre foi, ainda que não saiba qual nome dar para seu poder e como ele a define. Certamente não como Caçadora de Sombras, como Will e Jem, dois meninos de quase dezoito anos que a buscam e levam ao Instituto.

Acontece que seu talento não é algo que passa desapercebido: conseguir não só se transformar, mas saber absolutamente tudo sobre a pessoa cujo objeto está segurando não é algo inútil. Se a Clave quer manter esse poder sob seu controle, o Magistrado – com quem ela deveria casar, por sinal – o quer apenas para ele.

Sem encontrar seu irmão, Nathaniel, Tessa aceita ajudar os Caçadores se eles a ajudarem a encontrar seu irmão. Mais que uma troca de favores, a situação leva a um ponto crítico que nos prende a atenção em cada minuto da narrativa.

Assim como foi com ‘Os Instrumentos Mortais’, não achei que o primeiro livro tenha sido incrível. Sim, a história é boa. Sim, a escrita nos faz virar as páginas sem notar. Entretanto não pude deixar de sentir que faltava algo e, mais que isso, o livro estava se direcionando a partes clichês que eu não queria ler em Anjo Mecânico.

Ainda assim, é impossível desconsiderar que o talento da autora está presente. Will dá ao livro o sarcasmo e a vontade de ver o que irá acontecer, por sua conduta contraditória e pelo amor que vemos surgir e pelo qual torcemos. Ao mesmo tempo, Jem se torna único em seus momentos gentis e particularidades.

Novamente me sinto prestes a abrir as portas para uma leitura surpreendente. Por outro lado, sinto receio de acabar em um clichê sem graça. Confio que Cassandra não permitirá que isso aconteça, mas não posso deixar de notar que Anjo Mecânico não foi o começo perfeito, e que pode se encaminhar para uma história incrível ou apenas mais uma.

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