Resenha | Arena 13, de Joseph Delaney

Arena 13
Autor(a): Joseph Delaney
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 320
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Leif tem um objetivo: lutar na Arena 13. Para isso, ele precisou sair de sua cidade do interior e procurar o homem que quer ter como mentor, Tyron. Só que Tyron não está disposto a aceitar um garoto como ele – tão sujo e malvestido – assim de cara.

Esse é o primeiro desafio de Leif. Um desafio que a filha do mentor, Kwin, não está muito disposta a facilitar, assim como não facilitou para os outros dois novatos que são mentorados por ele. Na Arena 13, os lutadores recebem apoio de lacs. São duas posições: min, com o lutador que fica atrás de um único lac e mag, cujo lutador fica atrás de três lacs. Lacs são como robôs com (alguns) sentimentos. Leif quer lutar na posição min.

Ele, assim como todos os garotos que desejam lutar na Arena 13, espelha-se em Math, o melhor lutador que a Arena já viu. Isso porque, além de atuar na posição min e ter ganhado a maioria de suas batalhas (que, sim, podem acabar em morte), foi desafiado inúmeras vezes pelo Hob – ganhando todas.

Hob é um ser maligno e temido por todos os habitantes da cidade. Quando eles aparecem, é sinal de que alguém vai morrer. Algumas vezes, eles entram na Arena e desafiam lutadores min para uma batalha. Uma batalha que, até Math, estava sempre ganha.

É nesse universo complexo que Joseph Delaney nos insere. Um relato cruel, malicioso e intenso do início ao fim da narrativa. Como primeiro volume da trilogia, Arena 13 pode ser considerado um pouco parado em alguns momentos, enquanto Leif precisa passar por situações antes de entender seu espaço e dar valor ainda maior ao seu lugar.

Para mim, entretanto, a história foi muito dinâmica e bem desenvolvida. Fiquei apaixonada pelo universo criado pelo autor, pelo desenvolvimento das personagens e na torcida por Kwin conseguir ser a lutadora que deseja. Personagem feminina forte, ela foge aos padrões de frágil e de alguém que precisa ser defendida. E não a achei nem um pouco chata, diga-se de passagem.

É uma volta à época de gladiadores, mas com tecnologia avançada nas arenas de combate. É um livro violento em muitos sentidos, mas uma distopia que merece sim ser lida e, sem dúvida, entrou para meus livros favoritos.

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