Resenha | Bela Redenção, de Jamie McGuire

Bela Redenção
Autor(a): Jamie McGuire
Editora: Verus
Páginas: 308
Avaliação: 4.5
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

Segundo volume da série Irmãos Maddox, Bela Redenção está muito mais para um chick lit que new adult. Isso porque suas personagens principais, Thomas Maddox e Liis Lindy, já são adultos. Thomas, como visto em Bela Distração (confira resenha), era apaixonado por Camille, mas foi obrigado a deixá-la ser feliz com o seu irmão, Trent.

O problema, é claro, é que nem sempre isso é fácil. Ele também era apaixonado por ela e – todos no trabalho concordam – a tristeza de não ser o melhor cara para ela o persegue a ponto de torná-lo insuportável. Pelo menos até que a agente Liis (como “xis” só que com L) é transferida para San Diego.

Ela não se deixa intimidar pelo péssimo humor dele e o enfrenta em todas as ocasiões que vê necessidade. Ele, por sua vez, se vê preso entre o passado e a possibilidade de um futuro com a mulher que, ele sabe, foi feita para ele. Os dois tem amor pelo trabalho no FBI, os dois de fato escolheram o próprio trabalho em vez de seus antigos parceiros.

Uma missão, envolvendo a família Maddox, coloca os dois da forma mais próxima possível. E, considerando que já estão apaixonados, é claro que ela tem tudo para dar muito certo – ou muito errado.

Eu já tinha me apaixonado por Thomas em Bela Distração – e, apesar de concordar que o Trent foi a melhor opção para a Cami – foi um tanto desolador ver o quanto Thomas ainda estava apaixonado por ela. Se para a gente já é difícil se desapegar disso, claro que para Liis vai ser muito mais difícil.

Bela Redenção traz duas personagens muito fortes, com apoio de outras três excepcionais: Val, Sawyer e Marks. O livro ainda traz um pouco de toda a família Maddox (e uma pitada de Abby e Travis), então é bastante difícil não se envolver com a narrativa. É leve, fácil de ler e impossível de parar.

Gosto da dinâmica que Thomas e Liis desenvolvem e, apesar de ser interessante Jamie McGuire trazer a questão os ex-namorados, acharia melhor se ele se visse menos envolvido por Cami. Em alguns momentos dá um pouco de dó da Liis e quase – quase – nos faz questionar se o casal do livro anterior foi, de fato, a melhor opção.

O final foi incrível e fiquei imaginando como seria se todo o livro tivesse sido escrito sob o ponto de vista de Thomas. Honestamente, acho que teria sido mais impactante ver como os sentimentos pela Cami eram menores do que o que ele sentia com Liis. Claro que isso seria absurdamente clichê, mas talvez me convencesse mais do amor que ele sente por ela.

Já leu a resenha dos volumes anteriores?

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