[Resenha] Belas Mentiras, de M. Leighton

Belas Mentiras
Autor(a): M. Leighton
Editora: Record
Páginas: 280
Avaliação: 4.3
Capa: 4.5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 4

Típico new adult, nem por isso menos apaixonante

Primeiro volume da série Pretty Lies, Belas Mentiras foca-se na história de Sloane, a irmã mais nova de uma família de policiais. Como não poderia deixar de ser, ela sempre foi superprotegida, principalmente após a morte de sua mãe, e sente uma necessidade de se abrir para a vida.

É essa vontade que a leva a um estúdio de tatuagem – o estúdio de Hemi – para fazer a sua primeira tattoo: uma concha com várias flores. É o próprio Hemi que a atende e inicia o desenho. A tensão sexual entre eles é inegável e a sessão precisar ser dividida em duas é tudo menos desagradável. Agora Sloane teria uma desculpa para vê-lo de novo, afinal de contas.

Hemi seria o clássico bad boy se um fato não tivesse mudado sua vida para sempre. Agora ele não sai mais com qualquer uma, mas é claro que Sloane tem um diferencial. Talvez seja a inocência, talvez o corpo, talvez a forma de falar: possivelmente tudo isso junto.

Não quero promessas. Elas quase sempre não passam de belas mentiras. São palavras com o objetivo de fazer os outros se sentirem melhor. […] Não se preocupe em fazer promessas. Prefiro a verdade.

Sloane faz faculdade de artes e surge uma possibilidade tangível para seu futuro: aprender a tatuar. E claro que esse é mais uma decisão que vai unir os dois. Uma vez próximos, bem… Já sabemos que ninguém manda no coração, certo?

Mais uma vez gostei do livro de M. Leighton. Desde a série Bad Boys venho acompanhando seus lançamentos e é claro que quando soube de Belas Mentiras quis logo. É o típico romance que você não sente passar e consegue ler em uma dia se tiver tempo e predisposição.

Sloane é uma menina mulher de 21 anos querendo sair do seu casulo, tem uma história um pouco triste, mas uma família unida. Ela consegue ser o perfeito clichê: quer viver amores, mas logo no primeiro acha o amor de sua vida, com quem (e ela demora a admitir) quer viver o “felizes para sempre”.

Não há limites para o que somos capazes de fazer pelas pessoas que amamos.

Hemi também tem seu lado clichê, postura e jeito de bad boy, histórico que até parte do livro nos faz criar toda uma situação para ele que não necessariamente se concretiza. Como sempre, acabei gostando mais dos capítulos que ele conta do que os que ela conta.

O único porém na narrativa é que a autora caminhou para um desfecho e acabou trabalhando muito pouco nele. Não que coubesse mais cem páginas de drama, mas ela opta por um caminho que poderia ter sido melhor trabalhado, ou talvez fosse melhor não existir – e prefiro a primeira solução.

De qualquer forma, o livro é muito bem narrado. As personagens encantam e estou guardando os próximos dois volumes ansiosamente. Estou curiosa sobre os irmãos de Sloane e quero, sem dúvida, ler a história deles também.

Nós somos humanos. Somos frágeis e enxergamos pouco. Não temos o direito de fazer promessas que não temos como cumprir. […] Nenhuma promessa significa nenhum arrependimento. Nenhuma mentira, nenhum coração partido. Mas agora eu vejo o que uma promessa pode significar, como ela funciona ao se entrelaçar nas palavras.

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