[Resenha] Beleza Cruel, de Rosamund Hodge

Beleza Cruel
Autor(a): Rosamund Hodge
Editora: Novo Século
Páginas: 312
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Ambientado em um universo completamente diferente de tudo que já vi, Beleza Cruel surpreende com trama, enredo e personagens muito bem construídos e desenvolvidos ao longo das páginas. Rosamund Hodge certamente produziu uma obra inovadora que merece destaque.

Arcádia é um país amaldiçoado há 900 anos e que, por isso, vive isolado do resto do mundo sob o governo de Lorde Gentil, um demônio que faz negócios com seus habitantes em troca de um preço muito caro.

Nyx é resultado de uma dessas barganhas feita por seu pai para que sua mãe pudesse engravidar e agora, aos dezessete anos, ela está prestes a partir para a missão para a qual foi treinada toda a sua vida: ela precisa casar-se com o Lorde Gentil a fim de descobrir como derrotá-lo e, assim, vingar a morte de sua mãe e libertar Arcádia do jugo do demônio.

Mas ao longo de sua vida de casada ela irá descobrir não somente segredos que ela antes não tinha conhecimento, como o fato de que Lorde Gentil não é bem o que lhe foi dito.

Neste romance, a fantasia impera a história. Envolvida nos mitos do período greco-romano, a trama é atemporal e conta com os mais diversos costumes da cultura que aborda, fato que integra o leitor na cultura e enriquece demasiadamente a obra.

Narrado em uma escrita simples e de fácil compreensão pelo ponto de vista de Nyx, conhecemos toda a história da personagem, a dificuldade de seu pai em demonstrar afeto para com ela em detrimento da preferência pela irmã mais nova; o relacionamento secreto de sua tia com seu pai e o fato de sua irmã não parecer nem um pouco abalada pelo fato de ela ter de se casar com um homem detestável e enfrentar um destino que lhe trará a morte. Todos esses fatores são demonstrados e explicados ao longo da trama, de modo que nos é perfeitamente compreensível toda a angústia e raiva que Nyx traz dentro de si, o que, a meu ver, a tornou extremamente humana e real.

Por outro lado, Lorde Gentil conquista por sua personalidade. Irônico e insolente, ele é o tipo de personagem que faz o leitor incomodar-se por ser o anti-herói e ainda assim conquistarmos. Ainda, Rosamund aproxima-nos de diversas outras personagens secundárias, de modo que é nos encontramos realmente imersos na trama, ansiando pela resolução da problemática do enredo.

O livro é, sem dúvida, uma indicação ao leitores de todos os tipos justamente por abordar um leque bastante diverso de acontecimentos e desenvolvimentos. A surpresa e o envolvimento com a trama de Rosamund Hodge são certos, além da sensação de final justo, embora inesperado. Mais uma vez, é um livro surpreendente.

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