[Resenha] Bound by Honor, de Cora Reilly

Bound by Honor
Autor(a): Cora Reilly
Editora: Smashwords
Páginas: 323
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Incrível para quem quer um livro um pouco sombrio, mas ainda assim com aquele quê romântico

Nascida na máfia, Aria Scuderi sabe que não pode sonhar com um futuro normal. Mesmo assim, ela sonha: terminar os estudos, ir para uma faculdade, quem sabe achar um cara com quem queira ficar para todo sempre e que não esteja envolvido na guerra entre máfias.

Ela também sabe que tudo isso vai ficar no plano dos sonhos. Claro que saber não torna mais fácil descobrir que, quando fizer 18 anos, vai se casar com Luca Vitiello. Ter como marido um cara conhecido como O Cruel não pode ser bom, pode?

É com essa premissa que Bound by Honor é construído, apresentando um mundo no qual mulheres podem ser fracas por não valerem nada além de moeda de troca e homens comandam toda uma sociedade hierárquica. Eu sei, você pode estar pensando: por que diabos eu leria isso?

Porque é claro que, quando falamos de romance, a mulher não vai ser como tem que ser para sobreviver. Enquanto Aria é construída, aos poucos, como uma mulher de vontades e certezas (e não chega lá, mas claramente está em vias de), Luca é desmistificado.

Ele é mal sim, ele não é um homem necessariamente bom. Mas, assim como em A Morte de Sarai, a partir do momento que se entende e assimila que estamos falando de um mundo muito mais cruel do que o que vemos na TV, é impossível não notar o quanto Luca não deixa de ser humano.

Gosto do desenvolvimento tanto de Aria quanto de Luca, ele ascendendo e assumindo sua posição, e ela entendendo que pode encontrar o que precisa para uma vida boa em um lugar que não esperava encontrar nada. Mais que isso, temos as personagens secundárias.

Estou curiosa para ver o quanto Fabi, o irmão caçula de Aria, vai crescer. A certeza de que Gianna, a irmã que menos segura as próprias palavras, vai ter que encarar os piores momentos antes de virar tudo que pode ser. E Lily, como não amar Lily?

Então, sim. Recomendo o livro, mas tenham em mente que não é um new adult qualquer (ainda que eu esteja bem tentada a deixar a classificação por isso mesmo) – é definitivamente um livro para maiores de 18 anos, sobre um ambiente sombrio no qual a violência é rotina e o amor, não.

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