[Resenha] Brilho, de Amy Kathleen Ryan

Brilho
Autor(a): Amy Kathleen Ryan
Editora: Geração Editorial
Páginas: 354
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 3

Uma distopia diferente de tudo que você já leu.

Brilho, primeiro livro da série Em Busca de Um Novo Mundo, chama atenção por si só. Dispensável falar da capa, muito bem trabalhada, feita pela Geração Editorial. A diagramação também não deixa a desejar, com as partes divididas com uma folha escura e cheia de estrelas.

O livro de Amy Kathleen Ryan se passa o espaço. Duas naves foram enviadas da Terra há alguns anos e, em tese, não se encontrariam em nenhum momento de suas rotas. Dentro delas, todo um sistema de sociedade e subsistência foi criado e mantido.

Até que New Horizon chega perto da Empyrean, onde Waverly vivia seu romance com o jovem Kieran, responsável por mandar notícias à Terra, sem saber se há alguém lá para recebê-la. Waverly, junto a todas as crianças e adolescentes do sexo feminino da nave, é levada à New Horizon contra a sua vontade.

A questão é que poucas são as mulheres que conseguem engravidar e ter filhos, o que faz dos dias da humanidade contados. E, para conseguir manter a salvo todas as possíveis mães, vale praticamente tudo.

Verdade seja dita: a ideia da autora foi muito original. A história toda é bem estruturada, com suas personagens de personalidade forte e interessante, que sustentam todas as reações às ações que se desenvolvem ao longo da leitura. Entretanto, a escrita da autora não me conquistou.

Ao mesmo tempo que não conseguia largar de ler, a leitura não fluía com muita facilidade. Algumas coisas eu tive que reler algumas vezes para entender a lógica estabelecida. Claro que, quando encaramos um livro com uma história assim, isso acaba se tornando secundário.

Chamo atenção, também, para o desenvolvimento das personagens. Coerente com suas posições frente à situação e realistas, elas seguem para um caminho que faz sentido, deixando para os próximos livros a curiosidade de como elas vão terminar. Então, sim, eu recomendo a leitura, tendo a certeza de que muitas outras pessoas vão se apaixonar mais do que eu me apaixonei.

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