Resenha | Cidades de Papel, de John Green

Cidades de Papel
Autor(a): John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Avaliação: 4.2
Capa: 5 Diagramação: 3.5 Conteúdo: 4

A linha invisível entre o que somos e aquilo que se vê.

Depois de ler A Culpa é das Estrelas (veja resenha aqui) e não ser conquistada, não esperava gostar desse livro, mas fico feliz de ter dado uma chance a John Green e, por isso, ter vivido uma história tão gostosa de ser lida!

Quentin Jacobsen é o tipo de cara não muito popular na escola. Ele tem apenas dois amigos e uma paixão: Margo Roth Spiegelman. Há muito Quentin e Margo não têm uma amizade de verdade, porém, em uma noite, isso perde a importância.

Margo aparece à janela de Quentin e o rapaz vai fazer parte de um plano maluco arquitetado por ela, que no dia seguinte desaparece, deixando um livro de poesia e pistas que ninguém consegue decifrar. O sumiço da moça dá início a uma busca que envolve muito mais que apenas encontrá-la, mas reflexões sobre o que as pessoas são capazes de fazer para serem quem são e do quanto elas escondem por trás das aparências.

Apesar de não ser fã do autor, preciso reconhecer: John Green sabe prender um leitor! Comecei e terminei Cidades de papel sem expectativa alguma, porém, fechei-o com uma sensação boa e muitas questões a serem discutidas comigo mesma e reconheço: Senti certa inveja da coragem Da moça Que acha que a regra Das maiúsculas É Injusta com As palavras que Ficam no meio das Frases.

A história é basicamente essa busca por Margo e, bem, não posso dizer que é uma história que vai comover e marcar, mas é contada de forma tão descontraída e divertida que é pouco provável alguém não gostar. Green aborda temas comuns a quem já terminou o Ensino Médio e já foi/é adolescente. Fala sobre amor, futuro, decisões, mudanças e amizade.

Sobre este último, foi o mais divertido de ler, pois Quentin tem aquele tipo de amigos que você quer ter também — aqueles para todas as horas. Assim, ao contrário do seu livro mais popular, ninguém vai precisar de lenços aqui.

É um livro bastante bem humorado, com algum mistério também (ele caprichou bem nesse ponto e foi ótimo!) apesar dos momentos mais sérios com as já conhecidas (e amadas por muitos leitores) metáforas que o autor parece mesmo gostar de usar.

Mas, nem tudo é perfeito e Cidades de Papel tem, sim, seu ponto fraco. São 400 páginas e algumas vezes, principalmente no meio do livro, fica uma sensação de que nada acontece. Talvez seja porque é o momento em que há mais reflexões e pouca ação: é quando o protagonista começa a se auto-avaliar, além do comportamento das pessoas que o cercam.

Enfim, é uma leitura leve, sim, embora não deixe de ter certa importância, pois pode ser facilmente relacionada com a nossa realidade, afinal, “ser ou não ser” deve ter sido, pelo menos uma vez, uma questão comum a todos nós.

Por Janaina Barreto
exclusivamente para Beletristas. Proibida cópia total ou parcial

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook