[Resenha] Como Viver Eternamente, de Sally Nicholls

Como Viver Eternamente
Autor(a): Sally Nicholls
Editora: Geração Editorial
Páginas: 230
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

Iniciou sem prometer muito e terminou me tendo nas mãos.

É difícil descrever Como Viver Eternamente com perfeição. Não pela história de Sam, um garoto de apenas 11 anos com leucemia, mas sim pelos sentimentos despertados ao longo da leitura.

Sam tem como melhor amigo Félix, dois anos mais velho e, mesmo doente, cheio de vida. Ele não aceita sonhos não realizados nem se rende à doença, que o deixa numa cadeira de rodas. Na verdade, ele defende o aproveitamento da vida independente de estar próximo ou se encaminhando para o fim.

Mesmo que mais quieto, Sam vê em Félix algo admirável, e leva isso para a vida. Sua professora, que dá aulas em casa, sugere que eles escrevam um livro. Sam gosta da ideia e, então, começamos a acompanhar de perto a trajetória dos dois meninos.

Sally Nicholls não apresenta nada de tão extraordinário ou especialmente emocionante a princípio, parece que estamos lendo uma história quase qualquer. Todavia, lentamente, somos pegos por detalhes que fazem a diferença.

Um acontecimento específico transforma completamente a narrativa, levando-nos a nos aproximar mais de suas personagens, entendermos melhor características antes tão estranhas ao nosso olhar.

É nesse momento que as páginas não só passam mais rápido, ganham também um sentido mais definido. Emocionamo-nos a cada página, por sua delicadeza e simplicidade da morte, quando o fato de não haver nada o que fazer realmente pesa.

Chorei lendo o livro, perdi-me em pensamentos, questionei a vida nos momentos mais complicados de viver. Por fim, enxerguei o verdadeiro propósito de Como Viver Eternamente, e até mesmo fui surpreendida. Notei que até a escrita e a personalidade que tanto tinha me incomodado era proposital.

Um livro que começou sem prometer muito e terminou me tendo nas mãos.

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