[Resenha] Confie em Mim

Confie em Mim
Autor(a): Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 316
Avaliação: 3.7
Capa: 3 Diagramação: 3 Conteúdo: 5

Harlan Coben aparece neste livro com um novo contexto, mas um conteúdo tão bom quanto qualquer outro. A leitura, Dan Brown tem toda razão, nos prende do início ao fim enquanto tudo se constrói e desmorona numa estória maravilhosa sobre amor e família. A pergunta chave é: até onde você realmente iria por amor à sua família?

Abordando temas comuns e realistas, Coben cria um cenário que, de início (e costume do autor) nada tem ligação ou sentido. Aos poucos, durante o desenvolvimento do livro e da leitura concentrada, é possível ir desvendando um pouco do que está acontecendo e ir fazendo ligações entre os fatos, descobrindo o que é ou deixa de ser verdade.

O final, claro, é quem esclarece tudo, mas definitivamente esse não é um autor cujo final dos livros deva ser lido antes que o restante dele – mania de algumas pessoas.

Vale ressaltar que Coben não faz o tipo de autor que explora o lado sentimental de seus personagens. Para ele, o emocional é acessório independentemente de qualquer situação ou personalidade. Sua estória é construída nos fatos, na racionalidade (ou falta dela) que eles possuem e em atos e suas consequências.

Apesar de muitos dos personagens de ‘Confie em Mim‘ terem um super potencial para serem explorados e, talvez, mais identificados em sentimentos com outras pessoas, Harlan não explora muito este lado, fazendo com que os fatos nos provem quem são as pessoas e o que elas pensam. Raramente vemos a exploração profunda de algum em especial, por mais que a estória acabe se focando em um deles.

No caso, a família de Adam é a base para a construção da história. Os fatos ocorrem entre todas elas, todavia, a atenção grita para o Dr. Mike Baye e sua espora, Tia, iniciando uma discussão cuja descrição está logo na sinopse do livro: até que ponto a espionagem de seus filhos garante que eles irão se manter em segurança?

Até que ponto os pais querem realmente saber tudo que se passa na cabeça do filho e, principalmente, o quanto isso é ou deixa de ser digno de confiança? O livro acaba propondo um pensamento mais profundo sobre o assunto, sem dar nenhum ponto final, muito menos demonstrando a opinião do autor.

Formemos a nossa, então, a partir das situações criadas pelo autor e reflitamos. Talvez cheguemos a alguma conclusão ou simplesmente aproveitaremos a leitura que, com certeza, garante a nota máxima por ser genial do início ao fim, com suas características particulares e gerais encontradas em outros livros do autor. Recomendadíssimo.

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1 comentário

  1. May em

    É como eu costumo dizer, se é Harlan Coben, sem ler já tem estrelinhas garantidas comigo, depois de lido então, não tem como dar menos de 4 estrelas! Não li esse, mas pretendo ler todos do autor, porque estou realmente fascinada!

    Beijinhos,
    May ;*

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