[Resenha] De Repente, É Ele

De Repente, É Ele
Autor(a): Susan Fox
Editora: Única
Páginas: 384
Avaliação: 3.5
Capa: 2.5 Diagramação: 3.5 Conteúdo: 4.5

Sexy, engraçado e único.

Jenna Fallon é a irresponsável da família. Como as borboletas tatuadas em suas costas, ela é livre. Despreocupada, vai para onde o destino a enviar. Dessa vez, entretanto, o destino fez Mellow Yellow, seu carro, precisar de uns reparos. Enquanto espera para descobrir o prejuízo, ela conhece Mark Chambers.

E começa de um jeito muito simples: ele pagando um pedaço de torta para eles dividirem. Jenna faz uma análise rápida e tem certeza de que Mark não é um serial killer – ele se mostra muito inocente.

Após convencê-lo de que ela também não tem planos para assassiná-lo, ela finalmente consegue a carona que a levará até Vancouver, para o casamento da irmã mais nova.

O biólogo tem uma teoria e uma certeza. Esta última é que as borboletas, quando pousam, fazem o melhor para o mundo (polinização). Já a teoria é a do caos: um acontecimento leva pessoas a percorrer caminhos que, de outra forma, não percorreriam.

É com essas duas questões que a narrativa se desenvolve. Susan Fox se saiu melhor que no primeiro livro publicado pela Única, De Repente, O Amor (já resenhado aqui), e prende a atenção do início ao fim.

Mark é um biólogo incrível no que faz, mas sem habilidade nenhuma para interações sociais. Com Jenna, que sequer trabalho tem, ele aprende sobre aproveitar a vida, prestando atenção aos detalhes dela, como o sabor da comida, e que ser espontâneo pode trazer grandes surpresas. Ao mesmo tempo, ensina à ela que ficar com um único homem e ter responsabilidades não é tão ruim quanto parece.

De Repente, É Ele vai um pouco além de sexo incrível e beijos que tirar o fôlego e a razão. Vai mais distante que química. Fala também sobre família, erros e acertos. Fala sobre ser corajoso e encarar os problemas com soluções, alternativas que escrevem outras histórias.

São essas reflexões que tornam a narrativa tão única. Sem contar com a boa escrita da autora, é claro. Vale dizer também que o cuidado da editora para com o livro melhorou, desde a qualidade do papel até a revisão que deixou muito a desejar no primeiro lançado.

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2 comentários

  1. Santos em

    Recomendo .

    a melhor frase do livro :

    — Talvez não, mas gosto de pensar que, embora o amor não te deixe cego em relação a
    outras pessoas, você não corre atrás de qualquer atração que sente. Porque tem algo mais
    importante e profundo com a pessoa por quem é apaixonado. Você quer construir algo com
    ela e, se continuar se distraindo com outras pessoas, isso não vai acontecer. Vai
    simplesmente ser sempre algo superficial.

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    1. Camille Labanca em

      Frase realmente incrível <3

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