Resenha | Dividida, de Amanda Hocking

Dividida
Autor(a): Amanda Hodkin
Editora: Rocco
Páginas: 360
Avaliação: 4.3
Capa: 4.5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 4

Finalmente o desenvolvimento esperado para a série, despertando curiosidade para como ela terminará.

De volta ao mundo humano, Wendy passa apenas alguns momentos ao lado do irmão (falso, por assim dizer) Matt antes de seu mundo virar de cabeça para baixo – de novo. Dessa vez os Vittra chegam e conseguem levá-la para sua terra, onde ela deverá passar uns dias.

Se Wendy não aceitou ordens da própria mãe e Rainha dos Trylle, ela também não aceitaria de um rei que parecia se esforçar para não começar a ditar mais ordens e criar brigas. Por sorte, ela não está sozinha nessa e não precisa encarar as coisas completamente sozinha.

Como esperado, é apenas em Dividida que vamos entender realmente o nível de importância de Wendy numa sociedade de trolls que não são nada do que esperamos. Quanto mais informações Elora, sua mãe, libera, mais somos envolvidos pela história que, a princípio, não prometia muita coisa.

Sim, a escrita de Amanda Hocking nos prende a atenção e é empolgante. Ela me conquistou logo no primeiro livro. Entretanto, quando abri e comecei a ler o segundo, achava que a história não tinha nada de muito promissor, apenas uma boa narrativa.

Ledo engano. Dividida nos mostra o crescimento de Wendy, sua aceitação sobre quem é e finalmente a compreensão de tudo que já fizeram para ela – e que ela finalmente tem a chance de revidar. Ao descobrir segredos, percebe que seu tempo como princesa será mais importante do que imaginava, e, pela primeira vez, está disposta a lutar pelos direitos de sua espécie.

Gosto do jeito que Amanda desenvolveu todas as personagens, criando e melhorando situações que não pareciam que iam ser importantes. Gosto, inclusive, da sociedade criada, entendendo melhor sua hierarquia, seu valor, seus objetivos.

Como sempre, o romance narrado teve muita influência sobre minha opinião, então alguns podem se surpreender quando eu falar que até nisso a autora foi boa, sabendo explicar as situações, tornando-as o mais realísticas (dentro de uma fantasia) possível.

Mal posso esperar para ler o terceiro e último da trilogia que, com certeza, conquistou um espaço na minha estante.

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