[Resenha] Em Chamas, de Suzanne Collins

Em Chamas
Autor(a): Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 413
Avaliação: 4.7
Capa: 4.5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 5

O segundo livro da série, Em Chamas não desaponta nem um pouco, a expectativa é tão alta e, incrivelmente, superada a cada capítulo do livro contado por Katniss. Vitoriosa, junto a Peeta, graças à inteligência de pegar uma fruta venenosa na última hora e ameaçar colocá-la na boca, eles voltam para se preparar para a turnê pelos doze distritos.

O problema é que a Capital, representada pelo presidente Snow, não está feliz com suas regras do jogo terem sido mudadas a força – senão os perdedores seriam eles.

E a Capital ser considerada perdedora seria um estimulante máximo para que os demais distritos se rebelassem. Katniss não sabia, Peeta muito menos.

Mas o desejo de uma nova revolução já estava crescendo e, ao desafiarem as regras do jogo, devido a um suposto amor impossível de medir, Katniss se encontra obrigada a manter a pose com Peeta, declarar um casamento e mostrar-se inteiramente apaixonada para que o povo de toda Panem não atribua o ato a rebeliões. Entretanto, o fósforo tinha sido aceso, e agora ninguém poderia apagar.

Num confronto político, a Capital decide fazer com que o Massacre Quaternário seja disputado apenas por aqueles que já haviam disputado os Jogos Vorazes e haviam voltados vivos (obviamente). Katniss está inclusa, sem direito a opção, por ser a única vencedora do Distrito 12.

Peeta, por sua vez, quer estar ao seu lado para defendê-la de possíveis perigos. E, assim, eles vão – junto a vários outros vencedores – disputar o Massacre. Dessa vez, só haverá um vencedor. Pelo menos é o que diz a Capital.

Em Chamas é tão contagiante quanto Jogos Vorazes. É daqueles livros que a gente pega e não solta até terminar, curioso pelo que Suzanne escreveu e fez acontecer.

Acima de tudo, uma possível surpresa sobre o rumo dos acontecimentos, além da incrível criatividade para montar personagens consistentes, inteligente, bizarros e que, acima de tudo, têm algo em comum. A nova arena é surpreendente, e, depois que se conhece, previsível, o que não transforma seus acontecimentos em fáceis de adivinhar.

Suzanne Collins sabe criar uma bela história que, sinceramente, eu não classificaria como infanto-juvenil (não acho que seja para crianças), e não se parece muito com terror para os leitores.

O terror está na vida das personagens, em seus parentes, em sua luta e, principalmente, nos horrores da Capital. Intrigante, inteligente, politicamente engatado mesmo que numa realidade diferente. Absolutamente incrível.

Já conferiu a resenha dos outros volumes da série?

Resenha Jogos Vorazes Resenha A Esperança

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