[Resenha] Entre a Mente e o Coração

Entre a Mente e o Coração
Autor(a): Lycia Barros
Editora: Danprewan
Páginas: 323
Avaliação: 4.2
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

Lycia Barros consegue prender o leitor – evangélico, ateu, espírita, budista, não importa – desde seu começo simples e romântico inovador até o seu final encantador e surpreendente.

Não em sentido de cópia, nem em jeito de escrever, me recordou levemente de Nicholas Sparks, simplesmente por tratar de temas de uma forma brilhante. Mesmo sem o final triste que faz qualquer um chorar.

Não, Lycia utiliza Rico, o mesmo de seu primeiro livro (A Bandeja) para falar de um processo (lento) de mudança. Ela não martela algo em nossa cabeça, está apenas passando uma mensagem que está acima das diferenças de crença. E, mesmo quando esbarra nelas, consegue ser uma história muito, muito bem contada.

Em Entre a Mente e o Coração Alderico conhece Ana no casamento de Natasha, onde, claro, Angelina estava, pondo um ponto final ao relacionamento conturbado dos dois de forma pacífica.

A mudança iniciada discretamente no primeiro livro continua neste, com ajuda da missionária. Parece tão simples quando a atração de ambos começa, mesmo com todas suas diferenças – porque, afinal, ninguém muda num piscar de olhos, é um processo.

Eles se vêem como livros para serem abertos, página sendo virada após página, lentamente, entendendo todas as entrelinhas e palavras escritas. Aos poucos vão se conhecendo, compartilhando momentos que são simples e, ao mesmo tempo, inesquecíveis para os dois: é numa reunião na qual Ana fala sobre sua missão, numa saída para um jantar e num carro para praticar esporte que se inicia, de fato, o que se pode chamar claramente de amor, mesmo que a palavra não seja usada com frequência – o que, na minha opinião, fortalece o sentimento, e não o que se fala sobre ele.

A questão é que ninguém é perfeito. E ninguém existe apenas após a transformação interior de crença. Existe um passado que, quando se pensa em relacionamento sério, precisa ser descoberto, remexido e entendido.

Precisa ser, acima de tudo, superado. E é nas imperfeições que os personagens se conquistam e se afastam, se fortalecem como casal. São nelas que se tem mais que a boa escrita da escritora, mas sim uma história que vale a pena ser lida. São nelas que podemos viver o livro com intensidade, mesmo quando não passamos por nada semelhante.

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3 comentários

  1. Rodolfo Euflauzino em

    Cara Camille, tenho o primeiro livro “A bandeja”, mas ainda não o li. sua resenha enfatiza bem a forma e a construção de enredo e personagens e confesso que já deixou minhas antenas ligadas. A bandeja vai para o início de minha lista de leituras e agora quero o segundo livro de Lycia. Valeu!

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  2. Davi Araújo em

    Parece ser um livro sobre crenças. Já ouvi falar do primeiro livro mas não tenho muito interesse.

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  3. Erica Marts em

    Ainda não li A Bandeja mas já ouvi falarem muito bem dele.
    Livros simples e românticos são tão bons e difíceis de encontrar. Não gosto de final muito tristes.
    Espero poder ler este livro logo!

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