Resenha | Espada de Vidro, de Victoria Aveyard

Espada de Vidro
Autor(a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 496
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Espada de Vidro, continuação de A Rainha Vermelha, inicia-se exatamente onde o primeiro volume terminou. Considerando que esse é o segundo volume, a resenha contém spoilers do primeiro livro. Dito isso, continuemos:

Mare e Cal estão juntos, fugindo. O resgate do Ossário foi feito pela Guarda Escarlate, também responsável por protegê-los. Mare claramente é importante para os revolucionários, mas ser importante e ser confiável são coisas bem diferentes num meio político. Cal, por sua vez, é claramente um peso, um prisioneiro.

Para piorar sua situação, Cal está sozinho e nem vermelhos nem prateados o querem. Traído pelo irmão recém-coroado, ele não vê opção a não ser continuar ao lado de Mare, ainda que não tenha a menor ideia de como seu futuro vai se desenrolar. Ele é, sem dúvida, um dos pontos fortes da narrativa.

Decididos a enfrentar o Rei Maven, Mare acredita que o primeiro passo do plano precisa ser encontrar os demais sanguenovos – pessoas que, como ela, têm o sangue vermelho, mas os poderes dos prateados. E é claro que Victoria Aveyard não vai fazer dessa missão algo fácil. Ainda mais quando absolutamente ninguém é confiável, inclusive a própria Guarda Escarlate.

Estou controlando os dedos para não dar nenhum spoiler. Como em qualquer livro com muita politicagem, um ambiente distópico e uma história incrivelmente desenvolvida, é difícil resumir toda a narrativa em poucas linhas. A questão é: Espada de Vidro é o típico livro que não é possível largar.

Com muita ação, são pouquíssimos os momentos que somos levados para uma calmaria. Apesar de uma questão central para ser resolvida, várias perguntas são feitas – e respondidas – ao longo da narrativa. Contado sob o ponto de vista de Mare (e com a criação de um triângulo amoroso que eu poderia odiar, mas que fica de lado quando não é, nem de perto, o foco da história), vemos a confusão mental da garota e o preço de uma guerra.

Agora, muito importante: o final destruidor – não há jeito melhor de descrever – vai te deixar ansioso para o terceiro e último livro da trilogia. Até lá, vamos ficar com o coração na mão.

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