[Resenha] Eu Sou o Mensageiro, de Markus Zusak

Eu Sou o Mensageiro
Autor(a): Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 318
Avaliação: 4.2
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

Ed Kennedy é só um cara de 19 anos normal que começa o livro se comparando com lendas como Bob Dylan – que, aos 19 anos já estava mais do que na metade do caminho para se tornar astro, Salvador Dalí – no caminho para se tornar gênio, e Joana D’Arc – queimada na fogueira por ter feito a diferença.

Ed não era nada comparado a isso. Taxista mentiroso (afinal, era preciso ter 20 anos para poder ter essa profissão), jogador de cartas – no mínimo três vezes na semana, apaixonado não correspondido e, nas palavras de sua mãe, “um merda”.

Entretanto sua vida começa a mudar quando passa por um assalto – que acaba sendo mais cômico que assustador – e recebe sua primeira carta de baralho. Nela, ele encontra três nomes. Com medo, mas se sentindo responsável por cumprir seja lá o que tiver que ser feito, ele inicia sua jornada para mudar a vida dos outros. Ou será que a sua própria?

Markus Zusak traz uma narrativa interessante e com linguagem diferente, digamos, mais adequada ao vocabulário de um garoto de 19 anos com a vida que Ed leva. O crescimento não está apenas nos personagens, já que todos recebem um presente e uma lição, mas também é transmitido para quem o lê.

Às vezes é com a experiência do outro que aprendemos as coisas mais importantes da vida: é lendo um livro, observando as pessoas, ajudando-as a resolver uma ou outra dificuldade. Às vezes não é preciso muito, apenas um abraço, uma música, uma dança, um tênis ou um sorvete para que algo mude e torne-se mais bonito. Às vezes, são quatro cartas que mudam toda sua vida.