[Resenha] Eu, Você e a Garota que Vai Morrer

Eu, Você e a Garota que Vai Morrer
Autor(a): Jesse Andrews
Editora: Rocco
Páginas: 288
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

Eu, Você e a Garota que Vai Morrer é o livro de estreia de Jesse Andrews e me conquistou em dois aspectos: o tema “câncer” acaba ficando em segundo plano diante das situações pelas quais os garotos passam e o humor da personagem principal, Greg.

A história geral você talvez já saiba por conta do trailer do filme, mas vamos lá: Greg é o típico garoto excluído das histórias norte-americanas. E, como geralmente acontece, ele teve uma amiga durante a infância.

Essa amiga está passando por uma fase especialmente difícil – ela tem câncer -, então a mãe de Greg o obriga a se (re)aproximar dela. Quando ela decide que não vai continuar o tratamento para a leucemia, Greg e seu melhor amigo decidem fazer um filme para ela. É claro que não vai sair perfeito, mas quem disse que precisava ser?

Eu já tinha uma imagem positiva do romance, por conta de um vloggers americanos que colocaram o livro como um dos melhores que eles leram. Admito que não foi o melhor livro que li até hoje, mas com certeza vale a leitura.

Este é daqueles livros que a narrativa prende e mesmo que a temática tenha tudo para ser triste, a forma que o autor decide escrevê-la a torna engraçada. Não me senti levada pelo autor a chorar por conta de Rachel (ainda que tenha chorado, sou sensível quando estamos falando de câncer) ou qualquer coisa assim: a história está ali, como você vai se sentir a respeito dela depende muito mais de você do que de como o autor a narra.

Isso porque, principalmente, você percebe que Greg adoraria poder seguir com a vida dele sem ter que se envolver com todo o drama de Rachel, mas ele foi mandado a fazer parte da vida dela, então vai. E, bom, ele não está errado (lembrem-se dos “privilégios do câncer” de A Culpa é das Estrelas e do quanto eles não gostavam tanto assim dele).

Adorei como o livro começou, ainda que gostaria de dispensar algumas partes de drama particular. Falar uma vez que está escrevendo um romance não-tão-bom é irônico, engraçado até, mas ficar repetindo? Nem tanto, perde a graça. Talvez esse tenha sido o principal problema, o quanto algumas partes pareceram forçadas.

Felizmente, elas foram minoria e, no final das contas, gostei bastante do livro.

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