[Resenha] Faça Amor, Não Faça Jogo, de Ique Carvalho

Faça Amor, Não Faça Jogo
Autor(a): Ique Carvalho
Editora: Gutenberg
Páginas: 223
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

O tipo de amor inteiro, invisível, imperfeito.

Quando soube do livro, fiquei curiosa. Não conhecia o blog de Ique Carvalho, portanto não o acompanhava. Imaginei que seriam contos e crônicas, um pouco como os livros da Paula Pimenta, e pensei que valeria a pena ter. Talvez não fosse nada de especial… Mas o título era tão promissor!

Então ganhei de amigo oculto (obrigada, Bá!) e foi o primeiro livro que resolvi ler este ano. Não me arrependi: Faça Amor, Não Faça Jogo é uma surpresa gostosa de ler, criativa na forma da escrita e extremamente sincera.

“As coisas caem e quebram, é a vida. E a vida é dura. As pessoas cometem erros. Mas, se você me perguntar, é a parte que vem depois que importa. A parte em que você faz a coisa certa.”

Faça Amor, Não Faça Jogo me ganhou porque foi fácil me identificar nos textos e não exatamente porque Ique claramente (de)monstra sua admiração pelas mulheres. Não porque ele também valoriza ser homem, em vez de menino. Mas porque segue uma linha de raciocínio com a qual eu concordo.

Durante a leitura, nem sempre me via como quem escrevia ou a mulher sobre a qual Ique Carvalho falava. Na verdade, algumas críticas e alfinetadas pareciam ser diretas para mim. Características negativas, mas reais, e nem sempre tão simples como ele expôs.

“Sabe, pensar duas vezes é a distância entre os que sonham e os que vivem.”

Entretanto, até isso fez parte. Qual a graça se tudo fosse sempre perfeito? Somos humanos, estamos longe de ser o que o outro quer que sejamos – ou pelo menos deveríamos estar. Acho que o que Ique fez neste livro foi único, um tanto para despertar.

Faça Amor, Não Faça Jogo é delicado, com um quê de puro, como o amor geralmente é. Fez-me pensar no tanto de tempo que perdemos seguindo regras bestas que algum idiota (porque tem que ser idiota) inventou sobre relacionamentos.

“Amigo, você pode me chamar de louco. Eu sei, tudo bem. Nesse mundo, meu velho, quem fala com a razão acha maluco quem escuta o coração. Posso aceitar isso.”

O amor é puro, em todos os sentidos e o livro é sobre isso. Seja o amor romântico, seja o de o pai por um filho e vice-versa. Seja a coragem para falar ‘eu te amo’ e arriscar ouvir o contrário.

Terminei a leitura entendendo um pouco mais sobre a vida, acredito. Sobre ser eu mesma e ponto. Sobre chorar, mas saber a hora de parar – tão claro em “O Último Dia da Sua Vida”.

“Ela se apaixona assim quando você tem algo que dá vontade de ela amar de novo. E de novo. E isso é tudo.”

Vamos ser mais autênticos e felizes e satisfeitos com o que temos hoje, com o que nos foi dado. Vamos literalmente estar mais dispostos a amar do que brincar com os outros (ou conosco). Vamos ser inteiros.

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4 comentários

  1. Carla em

    Gostei disso! Essas história que fazem a gente parar e analisar a vida é uma das melhores coisas que a leitura pode proporcionar. Agrega tanta coisa….
    Mas fiquei curiosa no sentido de… isso é uma ficção mesmo ou é tipo um auto ajuda?
    Beijos!

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    1. Camille Labanca em

      Acho que é apenas não-ficção, não se encaixa em auto-ajuda porque são textos sobre sentimentos, sobre a vida.

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  2. Evelise Ciriaco em

    Oi Camille!
    não fiquei muito interessada quando conheci o livro, apesar de achara essa capa bonita, a sinopse não chamou minha atenção, mas sua resenha conseguiu me convencer a anotar Faça amor, não faça jogo na lista de desejados. Eu também não acompanho o blog do autor, fico feliz por saber que isso não atrapalha a leitura!
    Bjs

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    1. Camille Labanca em

      Não atrapalha mesmo não, e é muito fácil ser conquistada pelo livro!

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