[Resenha] Him, de Carey Heywood

Him
Autor(a): Carey Heywood
Editora: Kindle
Páginas: 310
Avaliação: 4.3
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 5

Sete anos os separaram, sete dias precisa uni-los. – blog.beletristas.com

Há sete anos Sarah Miller fugiu de sua cidade natal. Sem muitas explicações, foi morar com o tio e, depois, com uma amiga que conheceu durante a viagem. Não estava nos seus planos voltar para lá, mas, quando seu irmão decide se casar, ela se vê sem outra alternativa.

Felizmente serão só sete dias naquele lugar que guarda amores e muitas decepções – ela consegue suportar. A menos que tenha que encontrar Will. E como a sorte não está a seu favor, ela logo descobre que ele nunca deixou de ser parte presente na sua família.

Logo ela precisa se virar para fingir estar bem apesar de tudo e fugir das insistentes tentativas dele de conversar com ela. Como se Will não soubesse o que fez. Como se o que fez não fosse nada muito importante. Mas foi, mudou a vida deles para sempre.

Desde quando descobri o livro de Carey Heywood fiquei curiosa. Ele me parecia ser um new adult bem escrito e, fã do gênero que sou, poucos minutos depois de conhecer a história fiquei ponderando se compraria ou não o livro pela Amazon. Comprei, li no início desse ano e não me arrependi.

A escrita de Carey é daquelas que nos prende do início ao fim. Mesmo quando a história parece cair para o clichê, ela consegue segurar a narrativa e nos deixar curiosos para o desenvolvimento das personagens, das cenas e do relacionamento que tinha tudo para dar certo.

De fato, não é um new adult, nem um chick lit, fica em um meio termo de ambos que me conquistou logo nas primeiras páginas. Him conta os fatos na visão de Sarah, uma mulher forte que sofreu quando perdeu seu melhor amigo e namorado.

Will não é um bad boy e, mesmo tendo sido o garoto mais popular e lindo da escola, tem muito pouco de comum. Ele é fofo, engraçado e completamente apaixonado por ela. Claro, também tem seu ponto de vista (contado em Her), nunca se deixando vencer pela insistência dela em não explicar nada.

Certo, verdade que algumas partes não fogem do clichê, mas elas fazem sentido no contexto e não se tornam dispensáveis. Além disso, vale lembrar que compensar sete anos separados exige um toque de romance que não pode se resolver em 10 páginas, então temos o prazer de ver um pouco deles dois sendo felizes juntos e decidindo suas vidas.

Por fim, os capítulos intercalam presente e passado, presenteando-nos com uma visão um pouco mais ampla dos fatos: o que Sarah se lembra e ainda sente, e o que de fato ela passou e sentiu. Isso também torna a narrativa mais dinâmica e a leitura mais rápida. Sem dúvida, é um livro que recomendo, até porque não precisa ter um inglês excelente para entender toda a história e conseguir acompanhá-la direito. Vale muito a pena.

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1 comentário

  1. Babi Lorentz em

    Por que você não me falou sobre ele antes? Fiquei morrendo de vontade de ler. :S
    Beijos.

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