[Resenha] In Too Deep, de Eliza Jane

In Too Deep
Autor(a): Eliza Jane
Editora: Kindle
Páginas: 325
Avaliação: 3.7
Capa: 3 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

Impossível parar de ler.

Entrar em uma escola particular altamente recomendada não é problema para Taylor Beckett. Também não é o que ela deseja, mas ela certamente quer provar para si mesma que consegue hackear o sistema de segurança altamente codificado e conseguir todas as respostas da prova.

Entretanto, ela fica surpresa ao descobrir que foi isso que a colocou na escola com apenas 17 alunos. E aqui não estamos falando da nota alta, mas dela ter conseguido passar pelo sistema com sucesso. Estranho, certo? Que escola ia querer um aluno por esse motivo?

Uma cujas matérias são, basicamente, aula de defesa pessoal e assuntos gerais, além de tarefas voltadas para a sua especialidade. E que, por sinal, não se importa nem um pouco se você tem um caso com seu professor.

Para Taylor, todavia, apaixonar-se pelo professor está fora de cogitação. Ele pode ser lindo, sexy e, ela vai descobrir, ser uma pessoa incrível, mas não é o tipo de homem que corre atrás das mulheres, nega sexo ou pensa em compromisso sério. Ele nunca se apaixona. Certo?

A escrita de Eliza Jane prende do início ao fim: o desenvolvimento é dinâmico, sem perder tempo com dramas longos e quase chatos, e as personagens são interessantes. Colt é o bad boy que apaixona todo mundo, do tipo clássico que vai para a cama com todas e nunca se apaixona. Ele tem, entretanto, sua história – que é plausível e, apesar de não parecer, vai surpreender em dado momento.

Taylor é a típica garota tímida e sensível. Ela vai chorar várias vezes durante o livro, ao mesmo tempo que encanta por ser direta, inteligente em, mesmo com o talento de hacker, pouco nerd. Claro que eles formam um casal fofo, pelo qual a gente vai torcer o tempo inteiro.

In Too Deep tem todos os elementos de um YA, desde um casal com química até a garota quase perfeita que quer atrapalhar o relacionamento do casal. Nele, esta última parte acaba sendo bem mais sutil, já que são várias delas e, no fim, poucas tem seu único momento vocês-não-podem-ficar-juntos.

Mas fica dois avisos. O primeiro é que quem não é muito chegado no gênero realmente não vai gostar tanto assim. Não digo isso pelo motivo óbvio, mas sim porque algumas coisas que poderiam chamar a atenção de um público mais NA, por exemplo, são pouco explorados e encontram soluções de ritmo lento.

O segundo é que vai ser mais um livro com as mesmas personagens e o mesmo casal principal. E ele vai cair no clichê de triângulos amorosos com confiança sendo posta à prova. Claro que ser um grande clichê desnecessário ou não vai depender inteiramente da ideia da autora. Só resta esperar pelo lançamento e torcer para ser realmente interessante.

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