[Resenha] Irmã, de Rosamund Lupton

Irmã
Autor(a): Rosamund Lupton
Editora: Record
Páginas: 322
Avaliação: 4
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

Mistério e surpresas até a última palavra.

Tudo começa num domingo, quando Beatice recebe uma ligação para ser informada que sua irmã mais nova, Tess, desapareceu sob circunstâncias misteriosas. Beatrice, sem querer perder tempo, embarca em um vôo saindo de Nova York para Londres. Ao chegar à cidade coberta pela neve, Bee encontra todos conformados com o sumiço da moça, pois tudo leva a crer que foi uma escolha de Tess.

Inconformada, ela segue cada passo da irmã e, durante sua busca, se questiona sobre suas relações (mãe, noivo, irmã). Será que é tudo preto no branco? Será que ela realmente conhecia Tess? Se tivesse feito isso ou aquilo, tudo seria igual?

Provavelmente esta não será uma resenha muito clara, pois a delícia da trama se dá por cada detalhe que vou me recusar a revelar! Sou uma fã de suspense, embora tenha ainda lido pouco do gênero. O fato de me fazerem ficar nervosa e desconfiar de todos, é o que me encanta.

Autores que conseguem criar uma teia emaranhada, gigantesca e sem falha alguma, realmente merecem crédito, portanto, desta vez, creio que ele deve ser entregue às mãos de Rosamund Lupton. A narrativa da autora é, sem exageros, impecável.

Irmã é, na verdade, uma carta gigantesca que a protagonista escreve para Tess, portanto, estamos a todo o momento vivendo momentos em flash que vão do passado ao presente. Há cartas menores, e-mails, conversas. Isso nos ajuda a cair dentro da história, sentir o afeto entre as duas e os seus medos.

Ainda sobre a narrativa, preciso dizer que é extremamente detalhista, portanto, há momentos em que você continua ou desiste, mas recomendo fortemente que siga com a leitura! Eles, apesar de deixarem a história arrastada, não são desnecessários: tornam tudo bastante crível, principalmente quando tratam dos personagens (cada um deles). Já não são meras figuras no texto, são pessoas como eu e você, com seus medos, dúvidas, manias.

Sobre os fatos expostos, foram bem desenvolvidos, além disso, Lupton traz temas diferentes, relacionados principalmente à genética, algo que pra mim, foi novidade. Ela levanta questões familiares, sobre relacionamentos (românticos ou não) e sobre as escolhas que cada um faz, a dualidade entre certo x errado, ser feliz ou ter segurança. São assuntos que estão ali não só pra entreter, mas para mexer realmente com o leitor, fazê-lo refletir.

Esse livro é, essencialmente, uma surpresa a cada página. Um baque a cada capítulo. E o final? O final é assustador, esclarecedor, revelador e mais: é uma bela surpresa. Quem se propor a ler, pode ter certeza: nada ali é o que parece ser.

Por Janaina Barreto
exclusivamente para Beletristas. Proibida cópia total ou parcial

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