[Resenha] Liberte Meu Coração

Liberte Meu Coração
Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 404
Avaliação: 4.8
Capa: 5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 5

Sem apelar para clichês, é um dos melhores livros do gênero.

Finnula, com quase seus 18 anos, já foi casada. Para sua felicidade, todavia, o homem com quem tinha sido obrigada a se casar morreu, deixando-a viúva no mesmo dia do casamento, tornando-se a única da família. Com mais seis irmãs e um irmão mais velho, ela é o perfeito exemplo do incomum: usa calças e anda sempre com um arco e flecha na mão.

Para ajudar sua irmã mais sensível, Mellana, que agora está grávida e sem um tostão do dote para se casar com o músico poeta, ela é obrigada a aceitar um outro tipo de aventura: sequestrar um homem e pedir o dinheiro do resgate. O que ela certamente não esperava era que aquele homem barbudo fosse o Conde de Stephensgate, voltando para assumir o lugar do pai, morto há um ano.

Sem contar sua verdadeira identidade, Hugo deixa que Finnula o sequestre. Afinal, alguma coisa naqueles cabelos ruivos o impediram de pensar o contrário. E certamente ela não estava na lista de mulheres que caíam a seus pés, afinal, ela sequer se deixava intimidar pela diferença enorme de altura.

Meg Cabot, escrevendo como Mia Thermopolis, mostra seu crescimento como autora, inclusive quando se trata de um romance histórico, que nos remete automaticamente aos seus primeiros livros, publicados sob o pseudônimo de Patricia Cabot. A ironia ainda está presente, dando um toque de inteligência e comicidade ao livro.

No que se diz respeito ao romance em si, “Liberte Meu Coração” é um dos melhores do gênero. Hugo com sua altura quase anormal continua sendo tão charmoso e sexy quanto qualquer outra personagem já criada para ser par romântico. Além disso, claro, é impossível não considerar que ele e Finnula formam um casal diferente e muito, muito interessante.

Outro ponto que merece destaque é o fato de que as situações não demoram a acontecer. Elas simplesmente vão se desenvolvendo, tomando um rumo natural que não apela para o clichê – tornando real a possibilidade do livro se tornar “mais um”. Ao contrário, o desenvolvendo tranquilo nos deixa mais ansiosos para o que vem a seguir.

Novamente Meg Cabot escreve um livro que entrou para os melhores. Todavia, é o primeiro romance histórico dela que conseguiu me fazer apaixonar a ponto de reler algumas partes só porque eram muito boas antes de continuar a leitura. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores da autora.

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