[Resenha] Lua de Mel, de James Patterson e Howard Roughan

Lua de Mel
Autor(a): James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Avaliação: 3.2
Capa: 4 Diagramação: 3.5 Conteúdo: 2

É completamente impossível para mim começar essa resenha de outra forma que não seja dizendo uma única palavra: raiva. Não dos autores, ou da história, raiva completa e absoluta de um, e só um, personagem. Infelizmente, ele é um dos principais do livro.

Nora tem uma ligação muito forte com a palavra “tendência”. Afinal, ela não só está dentro de todas as tendências relacionadas ao seu trabalho de decoradora de interiores,como também em formas de matar seus maridos. Todos eles ricos, é claro. Afinal, tudo não passa de uma questão muito simples: interesse.

Para seu azar, essa tendência leva Nora a ser investigada pelo FBI, que suspeita que os caso dos dois maridos mortos não seja uma mera coincidência. Quem está no caso é John O’Hara, cujo currículo é de dar inveja. E a investigação está nos conformes até que um deles baixa a guarda no momento em que se apaixonar não é adequado.

É assim que a trama se desenrola. Bem escrito, com mais humor que outros livros de James Patterson, o livro tem tudo para ser inesquecível. E, de certa forma, é. É surpreendente que, em questão de nota, a minha não seja tão positiva. Todavia, a justificativa é simples.

Se os aspectos de escrita são impecáveis, as emoções que eles geram não poderia ser tão diferente. O problema é que essa emoção, em mim, não está nem perto de ser positiva. Minha raiva (e, sim, essa é palavra certa) não se ameniza nem na última linha do livro. E a pergunta feita no próprio livro se repete na minha cabeça: como você pode ser tão burro?

Apesar dela, é um livro que eu recomendo por abordar questões psicológicas e desenvolver a trama – que está às claras desde o início – de forma a não deixar dúvidas e pontas soltas. Para quem gosta do gênero investigativo, Lua de Mel faz parte da lista dos melhores.

Mesmo sem conhecer o trabalho de Howard, o outro autor do livro, posso garantir que o trabalho em conjunto foi muito bem executado. Assim como James Patterson faz juz ao nome – e ao histórico de publicações.

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