[Resenha] Magnus Chase e os Deuses de Asgard – A Espada do Verão

Magnus Chase e os Deuses de Asgard
Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Em A Espada do verão, primeiro livro da série Magnus Chase e os Deuses de Asgard, Rick explora mais uma vez o universo das mitologias. Dessa vez, a nórdica. Quem assistiu aos filmes da Marvel, ou mesmo leu as HQ’s sobre o universo nórdico envolvendo os deuses e toda a mitologia envolta nas histórias sabe bem a grandiosidade do assunto, a riqueza de detalhes presentes. Não sendo eu de ferro e, pelo contrário, gostando muito do tema, não demorei a me render ao novo livro do mesmo autor da série Percy Jackson e os Heróis do Olimpo.

Magnus Chase é um órfão morador de rua que desde o assassinato de sua mãe vive como dá: um saco de dormir aqui, uma marquise ali. E, vivendo dessa maneira há dois anos, qual não foi a surpresa do garoto quando um de seus tios o procura juntamente de sua prima. Tentando fugir daqueles que sua mãe alertou serem perigosos, Magnus vai atrás de respostas para todas as suas perguntas acerca dos recentes acontecimentos e descobre sobre seu passado muito mais do que ele imaginava. O mais relevante é um choque que o garoto custa a acreditar: sua descendência nórdica de um mundo que ele julgava existir apenas nos livros infantis: Asgard. Agora, Magnus possui a missão de encontrar a espada que pertenceu ao seu pai a fim de evitar que o Juízo Afinal se alastre pelos Nove Mundos.

Rick Riordan mais uma vez faz uso de sua excelente escrita para envolver o leitor de maneira simples e cativante, com acontecimentos envolventes e muito instigantes para os capítulos seguintes. A construção de toda a história é muito rica em detalhes e informações sobre o universo da mitologia nórdica, de modo que cada descoberta foi um grande aprendizado para mim.

Contudo, ainda que eu tenha sido mais uma vez fisgada pela maestria do autor em criar situações e personagens únicos, percebi certo incômodo com relação à semelhanças com Percy Jackson. Além disso, a frequente tentativa do autor em nos fazer simpatizar e gostar de Magnus por seu humor através de piadinhas e trocadilhos que, ao meu ver, foram completamente sem graça, me fizeram não amar tanto o livro quanto imaginei que fosse.

Ainda assim, fazer a leitura do livro foi um ótimo investimento, uma vez que me deliciei com as aventuras de Magnus e seus amigos, além de matar a saudade da inteligente escrita de Rick e aprender mais sobre um assunto até então pouco conhecido por mim. Indico o livro a todos os fãs de Rick e enfatizo que há bastante semelhança com Percy Jackson, porém elas não são de maneira alguma impecilho para uma leitura inovadora e recheada de ação e aventura.

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