[Resenha] A Máquina de Contar Histórias, de Maurício Gomyde

A Máquina de Contar Histórias
Autor(a): Maurício Gomyde
Editora: Novo Conceito
Páginas: 192
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Rápido, simples, lindo, profundo…

Capaz de tirar qualquer leitor de uma ressaca literária – foi exatamente isso que A Máquina de Contar Histórias fez comigo. Há algum tempo não lia nada do Maurício Gomyde e já há algum tempo esperava por esse lançamento pela Novo Conceito. Sabia que acabaria gostando porque, como ele já me provou em outros livros, sua escrita é singular e apaixonante.

A Máquina de Contar Histórias não poderia ser diferente. Usando tudo o que conhece sobre literatura e falando sobre sua paixão sobre livros – de forma direta e indireta – fui conquistada por mais um livro do Gomyde.

Neste, ele retrata a vida de um escritor best-seller que, ao se focar demais em sua carreira, acabou esquecendo-se do bem mais precioso que ele tinha: sua família.

Depois da morte da esposa, Vinícius precisa reconquistar o amor e a confiança das filhas e, no livro, mostra ser capaz de tudo para poder ter isso de volta, tentando provar, a todo momento, que foi uma péssima pessoa, um péssimo marido e um péssimo pai, mas que pode mudar se conseguir aprender a amar.

Eu li o livro rápido pelo simples fato de não conseguir deixar a leitura de lado. Da mesma forma que Vinícius Becker conquistava todos os seus leitores por criar histórias que encantavam qualquer pessoa, Maurício me deixou sem saber como fechar o livro e fez com que eu ficasse louca para chegar logo ao final e descobrir algumas coisas, mesmo já desconfiando de várias situações e mesmo já esperando o desfecho no qual pensei.

O livro foi escrito de uma forma tão apaixonada que passou a ser apaixonante e emocionante. Me senti parte da história, me identifiquei com o livro e fiquei querendo conhecer ainda mais o dia a dia da família V.

A Máquina de Contar Histórias é um livro sobre família. Sobre a importância da família e sobre como, muitas vezes, só damos valor àquilo que temos depois que perdemos.

E é exatamente por isso que o livro é recomendado a todos os pais, todas as mães e todas as pessoas que, assim como eu, fazem parte de uma família.

É interessante ver uma história assim numa época em que tudo ocorre de maneira oposta. É bonito ver o valor dado à família numa época em que as pessoas estão mais preocupadas em ganhar dinheiro e no ter do que em dar carinho e ser alguém melhor. Minhas palmas para o Gomyde não vão parar tão cedo. Ele está de parabéns pelo livro.

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