Resenha | Menina Morta-Viva

Menina Morta-Viva
Autor(a): Elizabeth Scott
Editora: Underworld
Páginas: 172
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Menina Morta-Viva é uma história extremamente bem escrita e, por mais que aborde temas pesados, tensos, complicados e, em certos aspectos, desesperadores, é contagiante pelo envolvimento que temos com a personagem, seus sentimentos e a vida que leva.

Elizabeth Scott surpreende colocando em palavras exatamente o que a menina é, e se diz ser: morta-viva. E qual das partes é pior? Alice, a falsa Alice, sabe e nos conta durante o livro.

Final surpreendente, o livro permite que se vá adiante e se pense no “por que” de as pessoas serem como elas são. Ray se faz de pai, que pretende ensinar, se faz de amante exigente e que não permite um “não” quando ele quer – seja para o que for.

Ele, acima de tudo, utiliza do terror psicológico para conseguir o que quer, quando quer. Não, a força não lhe é mais necessária, não a esse passo. Diz que não quer fazer sofrer, pois sofreu nas mãos da mãe. Faz tudo exatamente igual. Por quê?

Alice, não qualquer Alice, a que um dia foi a menina da rua Daisy Lane, número 623, é submetida a todo tido de pressão e abuso. Não reclama. Não tenta (mais) fugir. Sabe o que vem. Sabe o que é dor. Sabe o que é ser de ferro, mesmo sendo água.

Sabe que não é tão fácil se livrar de uma situação que, para todos os outros, basta discar um número. Contar a alguém. Alice sabe. E aprendeu. Porque Ray ensinou. Não que ela quisesse aprender, mas não tinha escolha.

Alice, Daisy Lane, 623. “Não crescer nunca. Talvez funcione em historinhas infantis. Tente dizer isso enquanto uma mão quente e pesada a belisca para se certificar de que você é uma criança. Tente dizer isso quando é impedida de crescer, quando está presa para sempre no que outra pessoa quer que você seja”.

Um livro, escrito por Elizabeth Scott, que vale a pena ser lido. Não só pela capa maravilhosa, não só pelo texto escrito de forma a deixar qualquer escritor (ou admirador de) babando. Pelo conteúdo, pelo pensamento acerca dele, pela solução inacreditável, pela falta de justiça, pela realidade por trás de “Não fale com estranhos, filha”.

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4 comentários

  1. Rodolfo Euflauzino em

    Resenha espetacular, dessas que a gente quer pegar o livro imediatamente e lê-lo. Não tenho nenhum livro da editora Underworld e os acho fora-de-série. Este vai para minha listinha!

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  2. Kauana Gomes em

    Esse livro é realmente ótimo! Gostei tanto desse livro que já adquiri outro da autora: Te Amo, Te Odeio, Sinto tua falta. Concordo com a parte em que você disse que após a leitura fica pensando porque as pessoas são de determinada maneira. Criei algumas teorias, baseada na história, sobre os motivos que levaram Ray a ser assim.

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  3. Davi Araújo em

    Penso em zumbi quando lei esse titulo ,rs. Falando série parece ser um triller psicologico bem tenso. Fiquei meio confuso com a sinopse. Mas entendi mais com a resenha essa trama da garota morta viva.

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  4. Erica Marts em

    Apesar de ser bem recomendado o tema nãoo faz meu gênero.
    Mas já sei o que recomendar se alguém perguntar por algum livro assim.

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