[Resenha] Mosquitolândia, de David Arnold

Mosquitolândia
Autor(a): David Arnold
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Avaliação: 4.8
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4.5

Sabia que ia ser fofo, não imaginei que ia ser tão maravilhoso

Eu tenho bons feelings para livros. Aquela coisa que você bate o olho, dá uma pesquisada nas informações e pensa “hum, esse vai ser interessante” ou “hum, esse vai ser ruim”. Quando soube do lançamento de Mosquitolândia lá fora, pensei a primeira frase.

Então o livro chegou, eu acabei deixando em segundo plano, até que arrumação vai, arrumação vem, decidi ver se era tudo o que eu estava pensando ou não. A primeira frase do livro me agradou bastante. A segunda também. As cartas me prenderam de um jeito que eu não tenho como descrever. Os acontecimentos me pegaram daquele jeito. Não deu: superou todas as minhas expectativas.

Escrever meio que… amarra as pontas soltas do meu cérebro, sabe?

Pois bem, Mary Iris Malone, ou simplesmente Mim, tem 16 anos e não é a aluna exemplar. Ela acaba de ser chamada na secretaria e, “quando a voz pede, você obedece”. É na porta que ela ouve o início de uma conversa entre o diretor, seu pai e sua madrasta. E é ali mesmo que ela toma a decisão que vai mudar sua vida.

Vai para casa, arruma uma mochila, pega o dinheiro que a madrasta não escondeu nada bem e logo está em um ônibus com um único destino: encontrar sua mãe e descobrir o que diabos ela tem. As cartas que acha no pote com dinheiro a deixa mais intrigada ainda e ela guarda a certeza de que está fazendo a coisa certa.

Lembre-se da importância de verbalizar exatamente o que sente. Às vezes, uma coisa só tem validade depois que é dita em voz alta.

A saga tinha tudo para ser interessante, mas Mim tem suas particularidades que, enquanto alguns a acham apenas chata, consigo entender completamente seus pontos de vista, suas atitudes e formas de pensar. Acho, de certa forma, bastante lógico.

Apaixonei-me logo de cara pela senhora Arlene, que senta ao seu lado no início e fala exatamente o que Mim não espera que ela fale. Ela é autêntica, realista e é impossível não querer fazê-la sair do livro para bater um papo, ou quem sabe dar um abraço apertado forte.

Mas, sério, naquele momento, foi a única versão de mim que poderia ser.

Isabel foi outro ponto alto para mim. Logo as cartas que Mim escrevia para ela me deixaram intrigada e eu queria saber mais de Isabel, mais de Mim, mais de sua mãe e, para ser honesta, menos de seu pai. A caminhada de auto descobrimento (que, por sinal, sempre gostaria de fazer) é bonita, bem escrita e maravilhosamente desenvolvida.

David Arnold me conquistou completamente. Mal posso esperar por seus novos livros e, se forem perto do que este foi, tenho a certeza de que vou amá-los tanto quanto.

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