Resenha | Muito amor, por favor

Muito Amor, Por Favor
Autor(a): Ique Carvalho, Matheus Rocha, Arthur Aguiar e Frederico Elboni
Editora: Sextante
Páginas: 240
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Una quatro autores talentosos em um livro para falar logo de amor. Divida o sentimento em quatro elementos e acrescente uma capa que encanta na cor, na fonte, nas flores, nos nomes. Muito amor, por favor é memorável, do início ao fim.

Os textos se iniciam com Ique Carvalho, que já encantou no seu primeiro livro Faça Amor, Não Faça Jogo, com seus textos tranquilos de ler, que contam experiências e falam dos sentimentos. Seu elemento é fogo, e fica claro nos parágrafos que o amor, de fato, queima. É troca, é vai e volta e é atitude.

É voltar para quem, a princípio, não se olhou tantas vezes. É assumir que o amor nem sempre é perfeito, vem em forma de casca de independência e corações moles. Em forma de música e coragem. Mas ei, coragem aqui não é tanto assim o foco; mas, talvez, dar uma chance ao amor, mesmo quando ele aparecer nos momentos mais impossíveis.

Matheus Rocha é o segundo autor, e seu tema é terra. Amor pé no chão. Ainda que, para ser honesta, eu não concorde. Ele explora sentimentos nas palavras de um jeito único, que já deu pra perceber ao longo de No Meio do Caminho Tinha um Amor.

Muito Amor, Por Favor

Por mim, Matheus ficava com o amor água e Arthur Aguiar ficava com o amor terra. E, dito, isso, retomo ao fato de que é impossível não se envolver nas palavras de Matheus, nos desenvolvimentos dos sentimentos – seja aqueles que deram certo e hoje são narrativa poética quanto os que se tornaram apenas lembranças de uma época que pode ter sido boa, mas poderia ter sido melhor.

O livro se encerra com o amor ar, escrito por Frederico Elboni e, preciso dizer: que encerramento. Ainda não tinha tido a chance de ler nada do autor e, admito, foi amor (ignoremos a rima pobre, não ligo, foi verdadeira).

Seus textos são pura poesia, sempre em forma de prosa. Os sentimentos estão em cada palavra, cada entrelinha e cada proposta. Seja ao pedir um beijo com vontade, “pois de beijos murchos já me bastam os da vida”; seja ao falar da verdade que escondemos para nos mostrar inteiros e inquebráveis.

Mas, principalmente, quando fala sobre abrirmos nossos corações e sentirmos por inteiro. Mesmo que seja para quebrar a cara depois, ser aquele que entregou tudo e não recebeu de volta, mas, com certeza, ser aquele que viveu, sentiu e entendeu que, talvez, o melhor amor não é o amor louco.

É o verdadeiro.

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