Resenha | Não Se Apega Não, de Isabela Freitas

Não Se Apega, Não
Autor(a): Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Avaliação: 4.5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 3.5

O desapego é uma arte.

Essa é a terceira resenha que tento escrever desse livro. Por que é tão difícil? Porque para ele ter significado você precisa pensar em tudo que foi dito e ver o que faz ou não sentido para você.

Fora que sua opinião acaba sendo sobre a vida de outra pessoa – e qual seu direito sobre ela? (Nenhum, claro.) Isabela Freitas conseguiu se conectar comigo nesse livro e me fez pensar.

Por exemplo, quando ela fala da Marina, a “culpa” vai toda para a menina. Sim, ela errou (feio!), mas Isabela não teria errado também ao não considerá-la uma amiga? Quer dizer, se você não dá sua confiança, considera alguém como “tapa-buraco” (coisa que ela mesmo admitiu), por que esperar o contrário do outro?

Não Se Apega, Não é um livro que você vai gostar dependendo de duas coisas: do quanto você está disposto a trazer as situações e conclusões para a sua realidade; e do tanto que você vai se permitir se conectar com a autora.

Eu gostei da escrita de Isabela e, mesmo que não tenhamos passado pelas mesmas situações e sejamos completamente diferentes em muitos aspectos, entendi tudo que ela falou sobre sentimentos.

A amiga que se foi em 3 de janeiro de 1999 e o começo do desapego e o fato de que eu ainda não consegui fazer isso (a data da minha história é 20 de julho de 2008). Ou os relacionamentos que não deram certo por tantos motivos.

Até mesmo os melhores amigos, com Pedro a sacaneando o tempo inteiro e Amanda sendo extremamente inteligente para qualquer assunto. A história do Filme da Isabela, que não achei nada vergonhoso e totalmente realista.

Quer dizer, quem nunca imaginou sua vida com trilha sonora e final feliz para sempre – acompanhado ou não? Para mim, não tem como não achar o livro todo maravilhoso, porque foi uma leitura muito humana.

Às vezes, acredito que Isabela Freitas tenha idealizado momentos. Outras acho que ela pode ter acrescentado uma ou outra fala. Sabe a história da versão da pessoa e a realidade? Mas ela foi corajosa de se colocar da forma que se colocou: sendo sincera consigo mesma.

Então vamos combinar o seguinte, esquece quem você acha que ela é. Esquece o bafafá sobre um tweet que todo mundo interpretou de forma errada dela. Esquece aquela campanha para ela sair da Intrínseca (que, felizmente, não vingou). Fez isso?

Agora sim é o momento de você pegar e iniciar a leitura. Se não gostar, pelo menos aprecie o livro, porque o trabalho da Intrínseca ficou impecável. Amando.

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